A lembrança de um fato acontecido nos anos noventa me rejuvenesce a cada amanhecer. Seguinte: concluindo uma palestra para jovens no Vasco da Gama, populoso bairro recifense, ouvi uma senhora dizer que rezava, “desde quando tinha dezoito anos”, a mesma oração antes de dormir. Provocada fraternalmente, Dona Lulu, mais de setenta, negra, pobre, viúva e ex-prostituta, declamou a sua oração pré-Segunda Guerra Mundial: “Senhor, clareia minha cabeça, para que eu possa entender os seus sinais”. Uma súplica que até hoje baliza meus papos com o Criador.
Dias atrás, como que para reavivar ainda mais a minha memória, outro fato aconteceu. Um livro me despertou a curiosidade nas mãos do João Silvino da Conceição, um amigão de caminhada, quando o abracei na saída do cinema, pipoca na mão, sorrisão estampado, parecendo até que tinha ganho o bolão da loteria. Editado pela Mundo Cristão, o livrinho chama-se A Oração de Jabez, best-seller segundo o New York Times, mais de um milhão de exemplares vendidos somente nos Estados Unidos.
A oração de Jabez, incrustada numa área pouco lida da Bíblia – 1Crônicas 4, 10 – me proporcionou uma baita complementação oracional, posto que veio integrar-se à oração da velha Lulu. Explico melhor: os pedidos de clarear a cabeça para entender os sinais de nada valerão se não vierem acompanhados de uma vontade determinada de ampliar os fatos e feitos bons do mundo, através de ações e empreendimentos que ratifiquem a parábola dos talentos – Mt 25, 14-30 -, aquela onde o gerentão apreciou quem soube multiplicar o recebido, fazendo eticamente bom uso do entregue para tomar conta sem qualquer desvalorização.
Não tenho simpatia alguma pelos acomodados, seja financeira ou intelectualmente. Os primeiros findando vítimas do ouro acariciado, os demais tornados ruminantes do saber adquirido. Daí, recomendo aos Arrematadores de Deus, a expressão se encontra no livro, cada vez mais “examinar tudo para ficar com o que é bom” (1Tes5, 21), através de leituras que fortaleçam uma cidadania semeadora, aquela que é alicerce de um desenvolvimento profissional capacitado para enfrentar as turbulências dos cenários mundiais. E o desenvolvimento profissional somente se robustece quando se percebe que todo “ato de conhecer dá-se contra um conhecimento anterior, destruindo conhecimentos mal estabelecidos, superando o que, no próprio espírito, é obstáculo á espiritualização”, conforme nos ensina Gaston Bachelard, famoso pensador francês.
No A Oração de Jabez está a definição do que seja um arrematador: “alguém que sempre faz um pouco além daquilo que era esperado ou exigido”. Uma pessoa que se esmera mais que o normal, que reflete de cabeça aberta sobre as novas circunstâncias, que comanda sem raivosidades, que ensina com paciência nunca amedrontada e que sabe envelhecer percebendo-se plenamente desafiado para os diferenciados enfrentamentos do futuro.
Um conselho contido no livro é oportuno para os que se encontram de pneus baixos, desesperançados ou com uma vontade danada de fazer alguma coisa, embora nunca tenha ido além da tagarelice: o que importa não é quem você é, nem aquilo que seus país decidiram que você fosse, nem o que disseram que seria o seu destino; o que importa mesmo é saber quem você quer ser, e pedir isso.
Todo cuidado é pouco com as orações sem ações concretas. Um cristão que se esconde do mundo, covardemente, sem ampliar sua capacidade de agir construindo mais, muito se distancia da mensagem do Homão de Nazaré.
Por favor, nada de vitimismos, nem de coitadismos!! De Deus sejamos pidões, com fé bem muito pidões, para que possamos ampliar a justiça social do mundo. Se somos filhos da Criação, que sejamos bem mais do que somos, para mais eficazmente exercer a missão que nos foi confiada. Uma receita válida para todos aqueles que habitam este imenso palco chamado Vida, pedido que sobrepaira todas as religiões da Terra.
Dias atrás, como que para reavivar ainda mais a minha memória, outro fato aconteceu. Um livro me despertou a curiosidade nas mãos do João Silvino da Conceição, um amigão de caminhada, quando o abracei na saída do cinema, pipoca na mão, sorrisão estampado, parecendo até que tinha ganho o bolão da loteria. Editado pela Mundo Cristão, o livrinho chama-se A Oração de Jabez, best-seller segundo o New York Times, mais de um milhão de exemplares vendidos somente nos Estados Unidos.
A oração de Jabez, incrustada numa área pouco lida da Bíblia – 1Crônicas 4, 10 – me proporcionou uma baita complementação oracional, posto que veio integrar-se à oração da velha Lulu. Explico melhor: os pedidos de clarear a cabeça para entender os sinais de nada valerão se não vierem acompanhados de uma vontade determinada de ampliar os fatos e feitos bons do mundo, através de ações e empreendimentos que ratifiquem a parábola dos talentos – Mt 25, 14-30 -, aquela onde o gerentão apreciou quem soube multiplicar o recebido, fazendo eticamente bom uso do entregue para tomar conta sem qualquer desvalorização.
Não tenho simpatia alguma pelos acomodados, seja financeira ou intelectualmente. Os primeiros findando vítimas do ouro acariciado, os demais tornados ruminantes do saber adquirido. Daí, recomendo aos Arrematadores de Deus, a expressão se encontra no livro, cada vez mais “examinar tudo para ficar com o que é bom” (1Tes5, 21), através de leituras que fortaleçam uma cidadania semeadora, aquela que é alicerce de um desenvolvimento profissional capacitado para enfrentar as turbulências dos cenários mundiais. E o desenvolvimento profissional somente se robustece quando se percebe que todo “ato de conhecer dá-se contra um conhecimento anterior, destruindo conhecimentos mal estabelecidos, superando o que, no próprio espírito, é obstáculo á espiritualização”, conforme nos ensina Gaston Bachelard, famoso pensador francês.
No A Oração de Jabez está a definição do que seja um arrematador: “alguém que sempre faz um pouco além daquilo que era esperado ou exigido”. Uma pessoa que se esmera mais que o normal, que reflete de cabeça aberta sobre as novas circunstâncias, que comanda sem raivosidades, que ensina com paciência nunca amedrontada e que sabe envelhecer percebendo-se plenamente desafiado para os diferenciados enfrentamentos do futuro.
Um conselho contido no livro é oportuno para os que se encontram de pneus baixos, desesperançados ou com uma vontade danada de fazer alguma coisa, embora nunca tenha ido além da tagarelice: o que importa não é quem você é, nem aquilo que seus país decidiram que você fosse, nem o que disseram que seria o seu destino; o que importa mesmo é saber quem você quer ser, e pedir isso.
Todo cuidado é pouco com as orações sem ações concretas. Um cristão que se esconde do mundo, covardemente, sem ampliar sua capacidade de agir construindo mais, muito se distancia da mensagem do Homão de Nazaré.
Por favor, nada de vitimismos, nem de coitadismos!! De Deus sejamos pidões, com fé bem muito pidões, para que possamos ampliar a justiça social do mundo. Se somos filhos da Criação, que sejamos bem mais do que somos, para mais eficazmente exercer a missão que nos foi confiada. Uma receita válida para todos aqueles que habitam este imenso palco chamado Vida, pedido que sobrepaira todas as religiões da Terra.

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