Quase diariamente me deparo com comentários os mais diferenciados sobre a Bíblia. Que ela é o livro mais difundido do mundo, verdade plena. E que ela é o livro mais incompreendido do planeta, o que não é mentira. “Alguns pensam que se deve tomar ao pé da letra tudo o que se lê na Bíblia, pois é a palavra de Deus em sentido estrito; enquanto outros pensam que o que ali encontramos não é outra coisa que um conjunto de memórias do passado impregnadas de mitos”.
Há um consenso entre as áreas cristãs: as Sagradas Escrituras necessitam ser melhor compreendidas. Como obra coletiva que fala do divino através de homens e mulheres que puseram, na escrita, comunicações orais de séculos. Conjunto de livros que, em pleno século 21, despido dos mitos, preconceitos e fantasias dos ontens, precisa ser mais entendido e assimilado pelos que buscam uma espiritualidade libertadora, desapartando-se de uma religiosidade prenhe de fardos, medos e interpretações despropositais, desumana até, sado-masoquista, financeiramente até rentável em algumas regiões.
Para meus irmãos de caminhada, recomendaria um livro de Eduardo Arens, PhD em Teologia e professor do Instituto Superior de Estudos Teológicos de Lima, no Peru. Publicação 2007 da Editora Paulus, A Bíblia Sem Mitos – Uma Introdução Crítica é leitura sem cavilosidades que amplia o crer através de um conhecer e compreender os textos testamentais, sem afetar a sacralidade deles.
Evitando o teologuês de sabidos e sabidões, o trabalho de Eduardo Arens analisa o conteúdo bíblico levando em conta os estudos de linguística, os descobrimentos arqueológicos, as tradições orais e o contexto histórico-cultural. Também não menosprezando os textos afins à Bíblia descobertos no século XVIII, bem mais antigos que o Antigo Testamento, onde mitos mesopotâmicos da criação, salmos cananeus e provérbios egípcios contribuem para o enriquecimento dos entendimentos e interpretações. Segundo Arens, “os textos bíblicos abordam problemas que são próprios daqueles tempos, muitos dos quais não são problemas atuais, como o controle da natalidade, o secularismo, a ecologia, a recessão, a globalização, o neoliberalismo...”
De uma coisa, todo mundo concorda: “para compreender e interpretar corretamente a Bíblia, é necessário um mínimo de estudo a respeito dela, da mesma maneira que é necessário estar familiarizado por meio do estudo com o mundo de qualquer documento da Antiguidade”.
Para acompanhamento dos capítulos de A Bíblia Sem Mitos, a utilização de uma Bíblia de linguagem contemporânea seria recomendável. Sugeriria duas edições de textos rigorosamente idênticos: a Bíblia de Estudos NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje), da Sociedade Bíblica do Brasil, 2005; e a Bíblia Sagrada, Paulinas, 2006, com uma revisão esmerada dos Livros Deuterocanônicos, partes qualificadas por Lutero como “úteis e bons para a leitura” . A NTLH é mais completa, com notas, mapas e introduções, além de dicionário e uma excelente concordância; a da Paulinas, de letra mais graúda, facilita a leitura dos de visão menos acurada.
Com a leitura do livro do Eduardo Arens, em muitos estará erradicada a ilusão de pensar Deus como escritor da Bíblia. Como se Deus tivesse responsabilidade pelos erros contidos nela. Deus a inspirar autores humanos é conclusão verdadeira para quem possui senso crítico, percebendo-se também Filho da Criação, jamais um de inteligência sub-utilizada, desrespeito frontal à parábola dos talentos.Ressalte-se que o propósito dos escritos bíblicos sempre foi o de orientar as pessoas para Deus, conduzindo-as por caminhos libertadores. Daí, uma introdução crítica à Bíblia, nos moldes feitos por Eduardo Arens, seguramente balizará mais efetivamente todos os percursos, favorecendo interpretações consistentes com os tempos de agora. Fé e Ciência não são irmãs siameses, muito embora sejam gêmeas não univitelinas de uma parição divina.
Há um consenso entre as áreas cristãs: as Sagradas Escrituras necessitam ser melhor compreendidas. Como obra coletiva que fala do divino através de homens e mulheres que puseram, na escrita, comunicações orais de séculos. Conjunto de livros que, em pleno século 21, despido dos mitos, preconceitos e fantasias dos ontens, precisa ser mais entendido e assimilado pelos que buscam uma espiritualidade libertadora, desapartando-se de uma religiosidade prenhe de fardos, medos e interpretações despropositais, desumana até, sado-masoquista, financeiramente até rentável em algumas regiões.
Para meus irmãos de caminhada, recomendaria um livro de Eduardo Arens, PhD em Teologia e professor do Instituto Superior de Estudos Teológicos de Lima, no Peru. Publicação 2007 da Editora Paulus, A Bíblia Sem Mitos – Uma Introdução Crítica é leitura sem cavilosidades que amplia o crer através de um conhecer e compreender os textos testamentais, sem afetar a sacralidade deles.
Evitando o teologuês de sabidos e sabidões, o trabalho de Eduardo Arens analisa o conteúdo bíblico levando em conta os estudos de linguística, os descobrimentos arqueológicos, as tradições orais e o contexto histórico-cultural. Também não menosprezando os textos afins à Bíblia descobertos no século XVIII, bem mais antigos que o Antigo Testamento, onde mitos mesopotâmicos da criação, salmos cananeus e provérbios egípcios contribuem para o enriquecimento dos entendimentos e interpretações. Segundo Arens, “os textos bíblicos abordam problemas que são próprios daqueles tempos, muitos dos quais não são problemas atuais, como o controle da natalidade, o secularismo, a ecologia, a recessão, a globalização, o neoliberalismo...”
De uma coisa, todo mundo concorda: “para compreender e interpretar corretamente a Bíblia, é necessário um mínimo de estudo a respeito dela, da mesma maneira que é necessário estar familiarizado por meio do estudo com o mundo de qualquer documento da Antiguidade”.
Para acompanhamento dos capítulos de A Bíblia Sem Mitos, a utilização de uma Bíblia de linguagem contemporânea seria recomendável. Sugeriria duas edições de textos rigorosamente idênticos: a Bíblia de Estudos NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje), da Sociedade Bíblica do Brasil, 2005; e a Bíblia Sagrada, Paulinas, 2006, com uma revisão esmerada dos Livros Deuterocanônicos, partes qualificadas por Lutero como “úteis e bons para a leitura” . A NTLH é mais completa, com notas, mapas e introduções, além de dicionário e uma excelente concordância; a da Paulinas, de letra mais graúda, facilita a leitura dos de visão menos acurada.
Com a leitura do livro do Eduardo Arens, em muitos estará erradicada a ilusão de pensar Deus como escritor da Bíblia. Como se Deus tivesse responsabilidade pelos erros contidos nela. Deus a inspirar autores humanos é conclusão verdadeira para quem possui senso crítico, percebendo-se também Filho da Criação, jamais um de inteligência sub-utilizada, desrespeito frontal à parábola dos talentos.Ressalte-se que o propósito dos escritos bíblicos sempre foi o de orientar as pessoas para Deus, conduzindo-as por caminhos libertadores. Daí, uma introdução crítica à Bíblia, nos moldes feitos por Eduardo Arens, seguramente balizará mais efetivamente todos os percursos, favorecendo interpretações consistentes com os tempos de agora. Fé e Ciência não são irmãs siameses, muito embora sejam gêmeas não univitelinas de uma parição divina.
