O escritor Affonso Romano de Sant’Ana, esse homem de letras arretado de bom, escreveu um texto, certa feita, intitulado A Mulher Madura. Linhas dignas de serem policopiadas e distribuídas em todas as reuniões sociais, onde muitas ainda não perceberam que maturidade nada tem a ver com eliminação da celulite, desengordurações, quilos de creme e litros de xampu.
Na minha faixa etária, admiro muitíssimo as mulheres maduras, não as amarelecidas. Mulher amadurecida, segundo Romano, é aquela que possui uma contínua serenidade nos seus gestos, todos eles distanciados quilômetros dos malabarismos desassossegados da adolescência, quando se digladiam, horizontal e verticalmente, muitas vezes numa busca desesperada de afeto mínimo, nas pernas e braços, mentes, coxas e redondezas. Amadurecida é a mulher que flui com a serenidade comportamental de um peixe de aquário bem tratado, a envolver todos com um olhar repleto de múltiplas ternuras não-caretas.
O corpo de uma mulher madura, de mil e uma histórias, não vive comprimido em modelitos três números aquém do apropriado. Tampouco sobrevive acintosamente encharcado de aditivos suspensoriais que apenas momentaneamente dão sinais de firmeza teen-ager. Corpo de mulher madura independe de conta bancária, carro importado ou griffe de alguém aboletado por uns tempos na crista da onda. Tem mãos que sabem deslizar mais sedutoramente que mouse sob comando de designer especializado em formatação de painéis e logomarcas. Tem boca que explicita sensualidades múltiplas e palavras de muita sabedoria, cativantes e convincentes.
Engana-se todo aquele que imagina uma mulher madura sem mais o seu cadinho prazeroso, onde os procedimentos metodológicos acumulados se emaranham para dar lugar a estratégias empreendedoras que enlevam e fazem elevar, integrados a um pensar/falar sem as lógicas eguariças que irritam, maculam a inteligência e perturbam mastros e baionetas. E esse juízo falso decorre, inúmeras vezes, de uma estupidificante incompetência masculina, que machisticamente imagina sentir “felicidade” com peças novas, ainda que muito distanciada do Aurélio e de seus múltiplos escaninhos culturais.
Conheço e tenho profunda admiração por inúmeras mulheres maduras, dos mais diferenciados níveis de renda e estado civil, religião, modos de pensar e conviver. Mas todas elas possuidoras de notáveis características comuns, que as diferenciam das inúmeras outras aparentemente maduras, que se portam como parte integrante e submissa de uma manada global.
As posturas comportamentais de uma mulher madura se estruturam a partir de três pressupostos: organização, sentimentos e criatividade. Ela percebe que as oportunidades só favorecem as mentes preparadas, serenas e intelectualmente construtivas. E ela entende o significado de três leis:
1ª.“Os fatos costumam ser neutros; são as crenças que afetam nossas formas de pensar, sentir e agir”;
2ª. “A mulher que sofre antes do necessário sofre mais que o necessário”; e
3ª. “Para conseguir se comunicar com excelência você precisa apenas ser você mesmo.”
Na minha faixa etária, admiro muitíssimo as mulheres maduras, não as amarelecidas. Mulher amadurecida, segundo Romano, é aquela que possui uma contínua serenidade nos seus gestos, todos eles distanciados quilômetros dos malabarismos desassossegados da adolescência, quando se digladiam, horizontal e verticalmente, muitas vezes numa busca desesperada de afeto mínimo, nas pernas e braços, mentes, coxas e redondezas. Amadurecida é a mulher que flui com a serenidade comportamental de um peixe de aquário bem tratado, a envolver todos com um olhar repleto de múltiplas ternuras não-caretas.
O corpo de uma mulher madura, de mil e uma histórias, não vive comprimido em modelitos três números aquém do apropriado. Tampouco sobrevive acintosamente encharcado de aditivos suspensoriais que apenas momentaneamente dão sinais de firmeza teen-ager. Corpo de mulher madura independe de conta bancária, carro importado ou griffe de alguém aboletado por uns tempos na crista da onda. Tem mãos que sabem deslizar mais sedutoramente que mouse sob comando de designer especializado em formatação de painéis e logomarcas. Tem boca que explicita sensualidades múltiplas e palavras de muita sabedoria, cativantes e convincentes.
Engana-se todo aquele que imagina uma mulher madura sem mais o seu cadinho prazeroso, onde os procedimentos metodológicos acumulados se emaranham para dar lugar a estratégias empreendedoras que enlevam e fazem elevar, integrados a um pensar/falar sem as lógicas eguariças que irritam, maculam a inteligência e perturbam mastros e baionetas. E esse juízo falso decorre, inúmeras vezes, de uma estupidificante incompetência masculina, que machisticamente imagina sentir “felicidade” com peças novas, ainda que muito distanciada do Aurélio e de seus múltiplos escaninhos culturais.
Conheço e tenho profunda admiração por inúmeras mulheres maduras, dos mais diferenciados níveis de renda e estado civil, religião, modos de pensar e conviver. Mas todas elas possuidoras de notáveis características comuns, que as diferenciam das inúmeras outras aparentemente maduras, que se portam como parte integrante e submissa de uma manada global.
As posturas comportamentais de uma mulher madura se estruturam a partir de três pressupostos: organização, sentimentos e criatividade. Ela percebe que as oportunidades só favorecem as mentes preparadas, serenas e intelectualmente construtivas. E ela entende o significado de três leis:
1ª.“Os fatos costumam ser neutros; são as crenças que afetam nossas formas de pensar, sentir e agir”;
2ª. “A mulher que sofre antes do necessário sofre mais que o necessário”; e
3ª. “Para conseguir se comunicar com excelência você precisa apenas ser você mesmo.”
Para todas as minhas amigas maduras, sólidas fundações do meu caminhar terrestre, remeto o ensinamento de Dostoievski, aplaudindo-as sem esmorecimentos, ciente da importância delas, pedaços vitais que habitam o exterior do meu eu: “O único meio de evitar os erros é adquirir experiência. Mas a única maneira de adquirir experiência é cometer erros.”

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