Pela Internet, volto a ser leitor da revista Tempo e Presença – www.koinonia.org.br/tpdigital -, que esteve durante anos, quando periodicamente era impressa, sob a batuta orientadora de Jether Pereira Ramalho, meu colega no Mestrado da PUC-RJ, anos brabos 70, ambos alunos. Um aluno brilhante, a quem devo minha recristianização, presenteado que fui por ele com o livro do Leonardo Boff, Jesus Cristo Libertador. Uma leitura que me tornou mais amadurecido espiritualmente.
Pela Internet também tomo conhecimento das comemorações aniversariais de 85 anos do Jether, mais de meio século dedicado à causa ecumênica. Uma comemoração que reuniu representantes de entidades ecumênicas como Igreja e Sociedade na América Latina (ISAL), o Centro Evangélico de Informação (CEI), o Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), o Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade (CAALL), o Centro Ecumênico de Serviços à Educação e Pastoral Popular (CESEP), a Associação dos Seminários Teológicos Evangélicos (ASTE) e o Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI). O culto foi realizado na Igreja Cristã de Ipanema pelos pastores Edson Fernando de Almeida (local), Manoel Bernardino Filho (congregacional), Jonas Rezende (presbiteriano), Pª Ramona Elisabeth Weisheimer e Antonio Carlos Ribeiro (luteranos), Pe. Marcelo Barros (monge beneditino), tendo como pregador o teólogo e educador Rubem Alves.
Pela Internet também tomo conhecimento das comemorações aniversariais de 85 anos do Jether, mais de meio século dedicado à causa ecumênica. Uma comemoração que reuniu representantes de entidades ecumênicas como Igreja e Sociedade na América Latina (ISAL), o Centro Evangélico de Informação (CEI), o Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), o Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade (CAALL), o Centro Ecumênico de Serviços à Educação e Pastoral Popular (CESEP), a Associação dos Seminários Teológicos Evangélicos (ASTE) e o Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI). O culto foi realizado na Igreja Cristã de Ipanema pelos pastores Edson Fernando de Almeida (local), Manoel Bernardino Filho (congregacional), Jonas Rezende (presbiteriano), Pª Ramona Elisabeth Weisheimer e Antonio Carlos Ribeiro (luteranos), Pe. Marcelo Barros (monge beneditino), tendo como pregador o teólogo e educador Rubem Alves.
Segundo revela a Internet, o Jether é filho de pastor congregacional, tendo aprendido desde muito cedo a construir pontes, estabelecer contatos e criar relações de amizade. Uma postura que ele carrega vida afora e que marcou gerações de religiosos e leigos de diversas igrejas cristãs, do Brasil e da América Latina. Além da esposa, Lucília, de filhos e filha, netos e bisnetos, compareceram amigos de longa data, companheiros de muitas andanças.
É plenamente sabido que a atual safra de bons livros sobre Ecumenismo deve em grande parte a uma cinquentenária luta travada pelo Jether, sempre a proporcionar uma maior criticidade nos que acreditam na transcendentalidade do Ser Humano efetivamente direcionada para um construir ético. As leituras por ele indicadas conduziram inúmeros para a superação das divergências menores no mundo contemporâneo, favorecendo estruturações pela humanização das operações tecnológicas, pelas novas formas de produção, pela busca de um padrão civilizatório mais condizente com a dignidade humana e pelo revigoramento da sustentabilidade ecológica do planeta. Jether muito contribuiu na emersão de uma nova consciência cristã cósmica, apoiada na advertência do apóstolo Paulo: “Não deixem que ninguém os engane de modo algum” (2Ts 2,3)
A Oração do Ser Maduro, abaixo reproduzida, me faz recordar o Jether, posto que nela está retratado o seu jeitão mais autêntico de ser cristão.
“Pai, agora que não estou mais no tempo de alimentar tolas ilusões, aguça todos os meus sentidos, para que eu possa perceber a beleza das realidades terrestres.
Pai, agora que as mil opções foram feitas e inúmeras portas se fecharam em definitivo, dai-me o dom da aceitação para que as renúncias não sejam um fardo demasiadamente pesado para meu resto de viver.
Pai, agora que a soma dos meus inúmeros erros derrubou as ilusões de onipotência, não me retire nunca o meu ideal de continuar tentando acertar, sempre contando com a sua Graça infinita.
Pai, agora que os incontáveis desenganos e incompreensões ampliaram o meu ceticismo, conserva minha boa fé na Humanidade e a minha firme disposição de continuar bem servindo às criaturas, seus filhos muito amados.
Pai, agora que as forças do meu corpo começam a esmorecer, alerta o meu espírito, livra-me dos comodismos do cotidiano, redobrando minha vontade de permanecer lutando até os últimos instantes de minha existência.
Pai, agora que aprendi a ver a precariedade das coisas, a limitação da nossa luta e a insignificância da nossa altivez, afasta-me dos desânimos desagregadores, ampliando minha auto-estima, deixando-me cada vez mais consciente de que “nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia”.
Pai, agora que já alcancei o ponto de perspectiva que me dá uma melhor visão do pouco que sei, livra-me da defesa fácil de colocar viseiras e anteparos, e ajuda-me a envelhecer com a mente aberta dos destemidos, dos que sabem suportar as revisões comportamentais até o instante da eternização.
Pai, agora que aumenta o número de criaturas que me olham e esperam alguma coisa de mim, dá-me um pouco de sabedoria, ensina-me a pronunciar a palavra certa, inspira-me o gesto exato, norteia minha atitude, dignifica mais o meu agir com os mais jovens, mais viris, mais bonitos e bem mais dinâmicos.
Pai, agora que perdi a abençoada cegueira da juventude, só podendo continuar amando de olhos bem abertos, redobra minha compreensão sobre a solidariedade humana, ajuda-me a superar todas as mágoas, protegendo-me das amarguras do ocaso.
Finalmente, Pai, concede-me a Graça de não cair na desilusão, de não chorar os meus passados, de continuar sempre disponível, de jamais perder o ânimo de envelhecer sempre jovem, e de chegar à sua Presença ainda com inestimáveis reservas de amor”.
Parabéns, querido irmão Jether Pereira Ramalho! Que o Homão da Galiléia o cubra sempre de múltiplas bênçãos!!
É plenamente sabido que a atual safra de bons livros sobre Ecumenismo deve em grande parte a uma cinquentenária luta travada pelo Jether, sempre a proporcionar uma maior criticidade nos que acreditam na transcendentalidade do Ser Humano efetivamente direcionada para um construir ético. As leituras por ele indicadas conduziram inúmeros para a superação das divergências menores no mundo contemporâneo, favorecendo estruturações pela humanização das operações tecnológicas, pelas novas formas de produção, pela busca de um padrão civilizatório mais condizente com a dignidade humana e pelo revigoramento da sustentabilidade ecológica do planeta. Jether muito contribuiu na emersão de uma nova consciência cristã cósmica, apoiada na advertência do apóstolo Paulo: “Não deixem que ninguém os engane de modo algum” (2Ts 2,3)
A Oração do Ser Maduro, abaixo reproduzida, me faz recordar o Jether, posto que nela está retratado o seu jeitão mais autêntico de ser cristão.
“Pai, agora que não estou mais no tempo de alimentar tolas ilusões, aguça todos os meus sentidos, para que eu possa perceber a beleza das realidades terrestres.
Pai, agora que as mil opções foram feitas e inúmeras portas se fecharam em definitivo, dai-me o dom da aceitação para que as renúncias não sejam um fardo demasiadamente pesado para meu resto de viver.
Pai, agora que a soma dos meus inúmeros erros derrubou as ilusões de onipotência, não me retire nunca o meu ideal de continuar tentando acertar, sempre contando com a sua Graça infinita.
Pai, agora que os incontáveis desenganos e incompreensões ampliaram o meu ceticismo, conserva minha boa fé na Humanidade e a minha firme disposição de continuar bem servindo às criaturas, seus filhos muito amados.
Pai, agora que as forças do meu corpo começam a esmorecer, alerta o meu espírito, livra-me dos comodismos do cotidiano, redobrando minha vontade de permanecer lutando até os últimos instantes de minha existência.
Pai, agora que aprendi a ver a precariedade das coisas, a limitação da nossa luta e a insignificância da nossa altivez, afasta-me dos desânimos desagregadores, ampliando minha auto-estima, deixando-me cada vez mais consciente de que “nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia”.
Pai, agora que já alcancei o ponto de perspectiva que me dá uma melhor visão do pouco que sei, livra-me da defesa fácil de colocar viseiras e anteparos, e ajuda-me a envelhecer com a mente aberta dos destemidos, dos que sabem suportar as revisões comportamentais até o instante da eternização.
Pai, agora que aumenta o número de criaturas que me olham e esperam alguma coisa de mim, dá-me um pouco de sabedoria, ensina-me a pronunciar a palavra certa, inspira-me o gesto exato, norteia minha atitude, dignifica mais o meu agir com os mais jovens, mais viris, mais bonitos e bem mais dinâmicos.
Pai, agora que perdi a abençoada cegueira da juventude, só podendo continuar amando de olhos bem abertos, redobra minha compreensão sobre a solidariedade humana, ajuda-me a superar todas as mágoas, protegendo-me das amarguras do ocaso.
Finalmente, Pai, concede-me a Graça de não cair na desilusão, de não chorar os meus passados, de continuar sempre disponível, de jamais perder o ânimo de envelhecer sempre jovem, e de chegar à sua Presença ainda com inestimáveis reservas de amor”.
Parabéns, querido irmão Jether Pereira Ramalho! Que o Homão da Galiléia o cubra sempre de múltiplas bênçãos!!
