1. Como atenuar nas religiões a mediocridade que agiganta a indolência mental e absolutiza relativismos, marginalizando o agir crítico-criativo que trava bons combates contra as indisposições cognitivas que alimentam alienações religiosas, acelerando a morte de Deus?
2. Caracterizado o Brasil como “um país com um desejo infinito, apesar de por vezes imperfeito, impaciente e confuso, de viver experiências e adquirir conhecimento”, por que o método Paulo Freire não está sendo amplamente divulgado através de uma capacitação maciça de educadores dispostos a atenuar a transitividade ingênua da juventude, hoje num debiloidismo cultural quase auto-fágico?
3. Com computadores de alta geração, internet, televisão a cabo, DVD, multiplicação das informações, iPod, celulares mundializados e tantas outras maravilhas, algumas delas até estimuladas por forças poderosas e onipresentes, não se tornaria indispensável, para o primeiro grau de ensino brasileiro, um reforço considerável na consolidação de um pensar-para-agir capaz de melhor proporcionar a emersão de uma cidadania comprometida com todos, independentemente das necessidades mercadológicas, ensejando uma “enxergência comunitária multifacetária”?
4. Nenhuma superpotência econômica, cultural, política e militar foi construída por levas de imbecis e debilóides. Grécia, Roma, Grã-Bretanha, Portugal, Espanha, Alemanha, Japão e China, só para citar algumas, explicitaram suas variadas grandezas através de lideranças vigorosas e estratégias cativadoras, todas elas fascinantes pelo menos nas fases primeiras. Por que a consagradora performance do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco ainda não foi amplamente trombeteada, para que as demais instituições responsáveis pelo preparo dos talentos futuros possam assimilar uma “metodologia vitoriosa de ensino-aprendizagem”?
5. Parodiando Michael Legault, autor do aplaudido THINK! Porque Não Tomar Decisões Num Piscar de Olhos, “as igrejas cristãs acabaram se tornando uma burocracia complexa e mais preocupada em controlar as regras e evitar problemas do que em estar comprometida com o conhecimento, o progresso, a busca da verdade e o raciocínio claro, inovador e analítico”.
6. Quando as lideranças religiosas lerem O Papel Educativo das Igrejas na América Latina, de Paulo Freire, perceberão melhor as razões pelas quais não se desvencilham das posturas tradicionais. Segundo Freire, quando se separa mundanidade da transcendência, menos compromisso se tem com a libertação dos oprimidos de todos os matizes. Sendo impossível a neutralidade histórica de qualquer pessoa ou instituição.
7. “Eu nunca neguei a minha camaradagem com Cristo e nunca neguei a contribuição de Marx para melhorar a minha camaradagem com Cristo. Marx me ensinou a compreender melhor os Evangelhos”. Com tal sentimento de pertença, Paulo Freire percebeu-se mais conscientemente ativado na história, na sociedade e na indução transformadora da direção de um mundo bem mais humano, vocacionado para ser mais, um direito de todos.
8. Dom Hélder Câmara proclamava que a coisa mais pecaminosa era a miséria e a mais ecumênica era a luta para que todos pudessem viver. Certa feita, o Dom ganhou um Preto Velho de um umbandista e chegou com ele numa comunidade cristã, postada de olhares espantados. A explicação: “é que eu estava visitando um irmão, do qual séculos me distanciaram”.
9. O Rabi Hilel proclamava que “mais estudo, mais sabedoria; mais orientação, mais compreensão; mais generosidade, mais paz”. Quando chegará o tempo das religiões perceberem que essência une muito mais que circunstância? Certo está o rabino Nilton Bonder: “a condição de peão é chave para toda e qualquer estratégia e a estratégia é a alma do jogo”. Ser peão e sábio, eis a receita da contenda.
10. Constatação de muita valia: Educação x Fé, um binômio existencial libertador.
(Publicado no Portal da Globo Nordeste)
2. Caracterizado o Brasil como “um país com um desejo infinito, apesar de por vezes imperfeito, impaciente e confuso, de viver experiências e adquirir conhecimento”, por que o método Paulo Freire não está sendo amplamente divulgado através de uma capacitação maciça de educadores dispostos a atenuar a transitividade ingênua da juventude, hoje num debiloidismo cultural quase auto-fágico?
3. Com computadores de alta geração, internet, televisão a cabo, DVD, multiplicação das informações, iPod, celulares mundializados e tantas outras maravilhas, algumas delas até estimuladas por forças poderosas e onipresentes, não se tornaria indispensável, para o primeiro grau de ensino brasileiro, um reforço considerável na consolidação de um pensar-para-agir capaz de melhor proporcionar a emersão de uma cidadania comprometida com todos, independentemente das necessidades mercadológicas, ensejando uma “enxergência comunitária multifacetária”?
4. Nenhuma superpotência econômica, cultural, política e militar foi construída por levas de imbecis e debilóides. Grécia, Roma, Grã-Bretanha, Portugal, Espanha, Alemanha, Japão e China, só para citar algumas, explicitaram suas variadas grandezas através de lideranças vigorosas e estratégias cativadoras, todas elas fascinantes pelo menos nas fases primeiras. Por que a consagradora performance do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco ainda não foi amplamente trombeteada, para que as demais instituições responsáveis pelo preparo dos talentos futuros possam assimilar uma “metodologia vitoriosa de ensino-aprendizagem”?
5. Parodiando Michael Legault, autor do aplaudido THINK! Porque Não Tomar Decisões Num Piscar de Olhos, “as igrejas cristãs acabaram se tornando uma burocracia complexa e mais preocupada em controlar as regras e evitar problemas do que em estar comprometida com o conhecimento, o progresso, a busca da verdade e o raciocínio claro, inovador e analítico”.
6. Quando as lideranças religiosas lerem O Papel Educativo das Igrejas na América Latina, de Paulo Freire, perceberão melhor as razões pelas quais não se desvencilham das posturas tradicionais. Segundo Freire, quando se separa mundanidade da transcendência, menos compromisso se tem com a libertação dos oprimidos de todos os matizes. Sendo impossível a neutralidade histórica de qualquer pessoa ou instituição.
7. “Eu nunca neguei a minha camaradagem com Cristo e nunca neguei a contribuição de Marx para melhorar a minha camaradagem com Cristo. Marx me ensinou a compreender melhor os Evangelhos”. Com tal sentimento de pertença, Paulo Freire percebeu-se mais conscientemente ativado na história, na sociedade e na indução transformadora da direção de um mundo bem mais humano, vocacionado para ser mais, um direito de todos.
8. Dom Hélder Câmara proclamava que a coisa mais pecaminosa era a miséria e a mais ecumênica era a luta para que todos pudessem viver. Certa feita, o Dom ganhou um Preto Velho de um umbandista e chegou com ele numa comunidade cristã, postada de olhares espantados. A explicação: “é que eu estava visitando um irmão, do qual séculos me distanciaram”.
9. O Rabi Hilel proclamava que “mais estudo, mais sabedoria; mais orientação, mais compreensão; mais generosidade, mais paz”. Quando chegará o tempo das religiões perceberem que essência une muito mais que circunstância? Certo está o rabino Nilton Bonder: “a condição de peão é chave para toda e qualquer estratégia e a estratégia é a alma do jogo”. Ser peão e sábio, eis a receita da contenda.
10. Constatação de muita valia: Educação x Fé, um binômio existencial libertador.
(Publicado no Portal da Globo Nordeste)

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