Com incontida euforia, observo uma crescente ampliação da cidadania brasileira. Hoje, diferentemente dos ontens impostamente silenciados, que a sanidade das lideranças democráticas definitivamente sepultou, já não se pode cercear impunemente a liberdade de informar dos meios de comunicação. A grita gigantesca contra as leviandades proibitórias praticadas por aqueles que cinicamente não se arvoram de suspeitos em concessões de medidas cautelares, bem reflete o nível de indignação pátria, calando fundo nos escalões judiciários superiores, ainda de mãos quase sempre limpas.
Meu querido pai, desde quando eu era um semi-adolescente, alertava os filhos para as bandalheiras da Turma do “seu” Mey. E ele apelidava de Mey os travestidos de senhores impolutos que se imaginavam jamais alcançados pelas chibatas da Justiça, sentindo-se “imorríveis”, acima dos pobres mortais, vítimas cotidianas das suas famélicas trapaças, de memória nunca deletada pelos mais conscientes. E o saudoso Carolino, Gonçalves por derradeiro, costumava enumerar para os familiares balizamentos contra as quadrilhas dos Meys que persistem em identificar a gente simples brasileira como massa incapaz de qualquer civismo, farinha do saco deles, raça disposta a colaborar sem pestanejar com as maracutaias mais escabrosas cometidas contra o erário público. Memorizei as principais:
1. Aquele que acredita na conversa dos “sabidos” finda por ser presa fácil das manobras espúrias por eles praticadas, pagando o pato sozinho no frigir dos ovos.
2. Todo salafrário é especializado em ideias mirabolantes, onde o iludido entra na jogada, somente o vigarista levando vantagem no balanço final da presepada.
3. Bandidos são seres humanos que se alimentam do que não existe nos fracos em matéria de dignidade e honradez.
4. Malfeitores não são apenas invasores da mente. Inúmeros deles são pedaços de nós mesmos, carecendo de contínua vigilância e combate moral sem mínima trégua, principalmente em tempos de mentiras midiaticas bem encadernadas
5. Todo criminoso de colarinho branco posa de moralista acima de qualquer suspeita, proclamando-se vítima de armadilhas mil, embora desconheça saber viver com um mínimo de dignidade pessoal.
6. A luxúria dos marginais é inquilina vip dos seus próprios olhos, que buscam obsessivamente possuir além das suas possibilidades.
7. Assistencialismo político se encontra diretamente vinculado à vaidade do protetor. E o preço da vaidade está na razãõ direta da crescente dependência dos assistidos.
8. Marginal de muitas contas bancárias percebe que inúmeros pobres são interesseiros, vendo seus protetores em função do montante financeiro que deles se pode extrair. E é nessa via de mão dupla que se forjam as molas mestras da corrução.
9. Todo político deliquente é movido pela avareza, nunca solidário com as desigualdades sociais, salvo se forem para seus usufrutos eleitorais.
10. Inúmeros despossuídos são imediatistas, enxergando apenas o pecuniário nas ações oferecidas pelos “políticos periféricos” (a classificação é de José Saramago), aqueles que não possuem consciência alguma do significado das suas próprias palavras.
Para todo cafajeste, honra, dignidade e reputação são expressões de nenhuma valia. E quando o cafajeste é político, a receita é uma só: as mudanças são apregoadas radicalmente fingidas, para ganhar votos e poder, o paraíso apresentado da boca para fora, a intenção única sendo o rápido estofamento monetário dos bolsos, a massa ignara somente devendo tornar-se povo num 30 de fevereiro de um ano vindouro...
Urge um cenário de mãos limpas na política brasileira. Democracia não é regime para bandidos!! Que sejam listados todos os que trabalham no Senado Federal, senadores, assessores, funcionários e terceirizados. Que a Fundação Getúlios Vargas possua independência suficiente para detectar os focos de imundície. Evitando tornar-se outra FGV - Facilitadora de Gatunos e Vadios.
Nós, brasileiros de todas as classes sociais, temos o direito de almejar, sem cordeirismos estéreis, um Congresso Nacional decente para os amanhãs da nossa gente, razão integral concedendo ao genial José Saramago: “Nada tenho de pessoal contra a esperança, mas prefiro a impaciência”.
PS. Quando mandatários e ex-mandatários, homens e mulheres, devolverão os bilhões sacados das contas públicas e enviados para o exterior? Será que isso só acontecerá quando a impaciência do Povo Brasileiro ameaçar extrapolar os limites de um mínimo civilizatório não-violento?
(Publicada, a partir de hoje, no Portal da Globo Nordeste, http://pe360graus.globo.com, Blog BATE & REBATE)
Meu querido pai, desde quando eu era um semi-adolescente, alertava os filhos para as bandalheiras da Turma do “seu” Mey. E ele apelidava de Mey os travestidos de senhores impolutos que se imaginavam jamais alcançados pelas chibatas da Justiça, sentindo-se “imorríveis”, acima dos pobres mortais, vítimas cotidianas das suas famélicas trapaças, de memória nunca deletada pelos mais conscientes. E o saudoso Carolino, Gonçalves por derradeiro, costumava enumerar para os familiares balizamentos contra as quadrilhas dos Meys que persistem em identificar a gente simples brasileira como massa incapaz de qualquer civismo, farinha do saco deles, raça disposta a colaborar sem pestanejar com as maracutaias mais escabrosas cometidas contra o erário público. Memorizei as principais:
1. Aquele que acredita na conversa dos “sabidos” finda por ser presa fácil das manobras espúrias por eles praticadas, pagando o pato sozinho no frigir dos ovos.
2. Todo salafrário é especializado em ideias mirabolantes, onde o iludido entra na jogada, somente o vigarista levando vantagem no balanço final da presepada.
3. Bandidos são seres humanos que se alimentam do que não existe nos fracos em matéria de dignidade e honradez.
4. Malfeitores não são apenas invasores da mente. Inúmeros deles são pedaços de nós mesmos, carecendo de contínua vigilância e combate moral sem mínima trégua, principalmente em tempos de mentiras midiaticas bem encadernadas
5. Todo criminoso de colarinho branco posa de moralista acima de qualquer suspeita, proclamando-se vítima de armadilhas mil, embora desconheça saber viver com um mínimo de dignidade pessoal.
6. A luxúria dos marginais é inquilina vip dos seus próprios olhos, que buscam obsessivamente possuir além das suas possibilidades.
7. Assistencialismo político se encontra diretamente vinculado à vaidade do protetor. E o preço da vaidade está na razãõ direta da crescente dependência dos assistidos.
8. Marginal de muitas contas bancárias percebe que inúmeros pobres são interesseiros, vendo seus protetores em função do montante financeiro que deles se pode extrair. E é nessa via de mão dupla que se forjam as molas mestras da corrução.
9. Todo político deliquente é movido pela avareza, nunca solidário com as desigualdades sociais, salvo se forem para seus usufrutos eleitorais.
10. Inúmeros despossuídos são imediatistas, enxergando apenas o pecuniário nas ações oferecidas pelos “políticos periféricos” (a classificação é de José Saramago), aqueles que não possuem consciência alguma do significado das suas próprias palavras.
Para todo cafajeste, honra, dignidade e reputação são expressões de nenhuma valia. E quando o cafajeste é político, a receita é uma só: as mudanças são apregoadas radicalmente fingidas, para ganhar votos e poder, o paraíso apresentado da boca para fora, a intenção única sendo o rápido estofamento monetário dos bolsos, a massa ignara somente devendo tornar-se povo num 30 de fevereiro de um ano vindouro...
Urge um cenário de mãos limpas na política brasileira. Democracia não é regime para bandidos!! Que sejam listados todos os que trabalham no Senado Federal, senadores, assessores, funcionários e terceirizados. Que a Fundação Getúlios Vargas possua independência suficiente para detectar os focos de imundície. Evitando tornar-se outra FGV - Facilitadora de Gatunos e Vadios.
Nós, brasileiros de todas as classes sociais, temos o direito de almejar, sem cordeirismos estéreis, um Congresso Nacional decente para os amanhãs da nossa gente, razão integral concedendo ao genial José Saramago: “Nada tenho de pessoal contra a esperança, mas prefiro a impaciência”.
PS. Quando mandatários e ex-mandatários, homens e mulheres, devolverão os bilhões sacados das contas públicas e enviados para o exterior? Será que isso só acontecerá quando a impaciência do Povo Brasileiro ameaçar extrapolar os limites de um mínimo civilizatório não-violento?
(Publicada, a partir de hoje, no Portal da Globo Nordeste, http://pe360graus.globo.com, Blog BATE & REBATE)

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