No seu retorno da Capital Federal, onde foi observar mais de perto a cínica patifaria reinante no Congresso Nacional, onde até senador de baixo calibre moral declara que um colega está a necessitar de tratamento psiquiátrico, logo ele que há muito tempo carece de uma temporada em penitenciária de segurança máxima, o João Silvino da Conceição trouxe um monte de anotações.
Ao abraçar Dona Conceição, sua inspiração de mais de trinta e cinco anos, muitos quilômetros bem dados, serenidade lindona, sem as louracidades artificiais das rabolátricas que só raciocinam pelo tchan, João mostrou entusiasmado um discurso de paraninfo pronunciado, tempos atrás, pelo Nizan Guanaes, um talento da comunicação publicitária. Uma fala diferente dos abilolamentos oratórios que estão proliferando por algumas “falcudades” brasileiras, sempre mais preocupadas com a receita em ampliação que os débitos pedagógicos acumulados em décadas de descompassos. Um pronunciamento que deveria ser reproduzido para os alunos-feras do ensino superior neste início de semestre, onde a gripe suína ameaça conviver com manifestações asininas docentes, discentes e administrativas, típicas de um país que ainda não atingiu uma maturidade cognitiva condizente com os desafios de uma nova etapa civilizatória. Uma iniciativa que deveria ser patrocinada por dirigentes universitários responsáveis, sem os “demagogismos populistas” que anestesiam e alienam.
Eis os trechos mais significativos da fala do Nizan Guanaes, lidos em voz alta pelo João Silvino, em pleno saguão de desembarque:
“Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham, porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: - Irmã, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo. E ela respondeu: - Eu também não faço, meu filho”. ... “Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal , é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo.. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.” ... “Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito, ou seja, é preferível o erro à omissão, o fracasso ao tédio, o escândalo ao vazio. Já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido, tendo consciência de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.” ... “Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.Porque não sabem trabalhar.” ... “Ocupa o tempo. Evita o ócio (que é a morada do demônio) e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito o que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.” ... “Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo (que é mesmo o senhor da razão) vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama SUCESSO.”
Os aplausos do derredor foram contagiantes. Com uns Viva o amanhã do Brasil! bradados por alguns jovens que eram universitários de cursos superiores não embromatórios.Que portavam um abaixo-assinado que assim se iniciava: “Somente o todo pátrio cidadão poderá errradicar a bandidagem reinante no Congresso Nacional. Toda atenção será de muita valia nas eleições de 2010. Abaixo a deliquência no cenário político brasileiro!.” Assinamos, Silvino, Dona Conceição, eu e um bocado de gente.
(Publicada, a partir de hoje, no Portal da Revista ALGOMAIS, Recife - PE, www.revistaalgomais.com.br)
Ao abraçar Dona Conceição, sua inspiração de mais de trinta e cinco anos, muitos quilômetros bem dados, serenidade lindona, sem as louracidades artificiais das rabolátricas que só raciocinam pelo tchan, João mostrou entusiasmado um discurso de paraninfo pronunciado, tempos atrás, pelo Nizan Guanaes, um talento da comunicação publicitária. Uma fala diferente dos abilolamentos oratórios que estão proliferando por algumas “falcudades” brasileiras, sempre mais preocupadas com a receita em ampliação que os débitos pedagógicos acumulados em décadas de descompassos. Um pronunciamento que deveria ser reproduzido para os alunos-feras do ensino superior neste início de semestre, onde a gripe suína ameaça conviver com manifestações asininas docentes, discentes e administrativas, típicas de um país que ainda não atingiu uma maturidade cognitiva condizente com os desafios de uma nova etapa civilizatória. Uma iniciativa que deveria ser patrocinada por dirigentes universitários responsáveis, sem os “demagogismos populistas” que anestesiam e alienam.
Eis os trechos mais significativos da fala do Nizan Guanaes, lidos em voz alta pelo João Silvino, em pleno saguão de desembarque:
“Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham, porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: - Irmã, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo. E ela respondeu: - Eu também não faço, meu filho”. ... “Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal , é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo.. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.” ... “Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito, ou seja, é preferível o erro à omissão, o fracasso ao tédio, o escândalo ao vazio. Já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido, tendo consciência de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.” ... “Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.Porque não sabem trabalhar.” ... “Ocupa o tempo. Evita o ócio (que é a morada do demônio) e constrói prodígios. O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito o que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.” ... “Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo (que é mesmo o senhor da razão) vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama SUCESSO.”
Os aplausos do derredor foram contagiantes. Com uns Viva o amanhã do Brasil! bradados por alguns jovens que eram universitários de cursos superiores não embromatórios.Que portavam um abaixo-assinado que assim se iniciava: “Somente o todo pátrio cidadão poderá errradicar a bandidagem reinante no Congresso Nacional. Toda atenção será de muita valia nas eleições de 2010. Abaixo a deliquência no cenário político brasileiro!.” Assinamos, Silvino, Dona Conceição, eu e um bocado de gente.
(Publicada, a partir de hoje, no Portal da Revista ALGOMAIS, Recife - PE, www.revistaalgomais.com.br)

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