1. Com vencimentos de R$ 486,10, a prefeitura do Rio de Janeiro abriu concurso para gari, bastando ser possuidor das quatro primeiras séries do ensino fundamental. Dos mais de 109 mil que concorrem às mil e quatrocentas vagas disponíveis, alguns quantitativos surpreenderam os organizadores: 22 possuem Mestrado e 45 são Doutores, além de 1.026 portadores de nível superior.
Um dos pós-graduados, entrevistado, declarou sem qualquer constrangimento: “Disseram que eu era maluco, que eu ia ficar fedendo a lixo. Mas a faculdade não garante emprego nem estabilidade para ninguém. Quero segurança”.
Lamentavelmente, quem está fedendo a lixo, salvo as mínimas exceções sempre honrosas, é o ensino superior brasileiro. Sem criatividade alguma, tampouco ousadias empreendedoras, burocraticamente asfixiada, com uma área pública ainda merecedora de confiança em alguns setores, a iniciativa privada buscando cativar através de um marketing estrategicamente direcionado para conquista de quiméricos amanhãs, o famoso “ouro de tolos” do menestrel já tornado encantamento.
Como seria oportuna a orientação ministerial para que os nossos dirigentes educacionais, incluídos os das instituições públicas, lessem O Mestre Ignorante, do pensador Jacques Rancière, recentemente reeditado pela editora Autêntica, Minas Gerais. Baseado na história de Joseph Jacotot, um revolucionário de 1789, que se exilou nos Países Baixos após a restauração da monarquia. Uma leitura que deve ser feita colegiadamente, as reflexões sendo tricotadas à exaustão. Uma amostra: o poder do ignorante, os negócios de cada um, cérebros e folhas, a paixão da desigualdade, os inferiores superiores, de carneiros e homens, a sociedade pedagogizada e o túmulo da emancipação. Um pequeno grande livro que espicaça e desbolota mentes educacionais.
2. Como eu gostaria de ver o presidente Lula orquestrando um acordo entre Jesus e Judas, para sucesso da candidatura presidencial da fotogenicamente insossa ministra Dilma Rousseff. Que anda rindo nas apresentações marqueteiras com um esforço sobre-humano, tentando não explicitar sua autoritária vocação curraleira.
Como o presidente é do segmento lá-e-lô, jogando com as duas pontas, uma no cravo e outra na ferradura, não me surpreenderia a sua ousadia em propor uma estratégia Je-Ju, ou Ju-Je, contando que favorecesse sua reentrada triunfal em 2014, num pós-copa do mundo engabelador para os abiscoitados de carteirinha. Até com Fernando Collor na vice.
3. As cutucações recíprocas entre Micheletti e Zelaya, os dois patetas hondurenhos, já deveriam estar encerradas, se o chapeleiro não estivesse acobertado por um megalonanico que se imagina tampa-de-foguete, não passando de assoprador de fogareiro sem qualquer quentura.
4. É chegada a hora de fazer uma baita limpeza nas estruturas estaduais e municipais da Segurança Pública Brasileira, setor onde se refugiam os restos fétidos do ainda não de todo sepultado regime ditatorial. Respaldados num regime democrático repleto de impunidades nos mais variados escalões, bandidos de farda cometem atrocidades ignominiosas, matando até por um par de tênis, como aconteceu recentemente com a morte de um educador social, no Rio de Janeiro. E não me venham com a conversa mole de que baixos salários justificam atitudes animalescas. Por que a Índia, que tem problemas sociais equivalentes ao Brasil, possui uma criminalidade bem menor que a nossa? O pessoal do Instituto da Paz tem plena razão quando declara que corrupção é caráter. E o diretor-executivo do Instituto, Denis Mizne, não contemporiza: “Se há comprometimento com a vida, se há indignação real por trás dos discursos inflamados, que comecem as reformas estruturais das polícias, de limpeza das instituições, sem desculpas burocráticas ou medo das retaliações. Apoio não faltará. E coragem?”
5. Assunto de Estado: o amostrado presidente Hugo Chavez, sempre ansioso para ser um “flodão” latino-americano maior que o Lula, pede que os venezuelanos não cantem mais no banheiro. Para economizar água. Declarou que toma banho em três minutos e que não cheira mal. Só faltando dizer que só lava os bagos. O resto podendo feder.
6. Se não tivesse sido morta pelos nazistas em um campo de concentração, Annelisse Maria Frank, a mundialmente conhecida adolescente judia Anne Frank, teria completado 80 anos em junho passado. Seu diário foi publicado pela vez primeira em 1947, sendo um dos textos mais traduzidos em todo mundo. Só quem não deve ter lido ainda o Diário de Anne Frank foi o presidente iraniano Ahmadinejad, que recentemente buscou ampliar sua fama de braboso ao negar a historicidade do Holocausto, o maior assassinato étnico da história da humanidade.
7. O Nelson Piquet velho andou criticando o Ayrton Senna, ao tentar defender o filho Piquet mutreteiro. Quando li o fuxico caviloso, lembrei-me do sempre lembrado amigo poeta Mauro Mota, refletindo sobre bravatas que lhe contavam: “Como é fácil enfiar o dedo em fiofó de onça morta”.
Um dos pós-graduados, entrevistado, declarou sem qualquer constrangimento: “Disseram que eu era maluco, que eu ia ficar fedendo a lixo. Mas a faculdade não garante emprego nem estabilidade para ninguém. Quero segurança”.
Lamentavelmente, quem está fedendo a lixo, salvo as mínimas exceções sempre honrosas, é o ensino superior brasileiro. Sem criatividade alguma, tampouco ousadias empreendedoras, burocraticamente asfixiada, com uma área pública ainda merecedora de confiança em alguns setores, a iniciativa privada buscando cativar através de um marketing estrategicamente direcionado para conquista de quiméricos amanhãs, o famoso “ouro de tolos” do menestrel já tornado encantamento.
Como seria oportuna a orientação ministerial para que os nossos dirigentes educacionais, incluídos os das instituições públicas, lessem O Mestre Ignorante, do pensador Jacques Rancière, recentemente reeditado pela editora Autêntica, Minas Gerais. Baseado na história de Joseph Jacotot, um revolucionário de 1789, que se exilou nos Países Baixos após a restauração da monarquia. Uma leitura que deve ser feita colegiadamente, as reflexões sendo tricotadas à exaustão. Uma amostra: o poder do ignorante, os negócios de cada um, cérebros e folhas, a paixão da desigualdade, os inferiores superiores, de carneiros e homens, a sociedade pedagogizada e o túmulo da emancipação. Um pequeno grande livro que espicaça e desbolota mentes educacionais.
2. Como eu gostaria de ver o presidente Lula orquestrando um acordo entre Jesus e Judas, para sucesso da candidatura presidencial da fotogenicamente insossa ministra Dilma Rousseff. Que anda rindo nas apresentações marqueteiras com um esforço sobre-humano, tentando não explicitar sua autoritária vocação curraleira.
Como o presidente é do segmento lá-e-lô, jogando com as duas pontas, uma no cravo e outra na ferradura, não me surpreenderia a sua ousadia em propor uma estratégia Je-Ju, ou Ju-Je, contando que favorecesse sua reentrada triunfal em 2014, num pós-copa do mundo engabelador para os abiscoitados de carteirinha. Até com Fernando Collor na vice.
3. As cutucações recíprocas entre Micheletti e Zelaya, os dois patetas hondurenhos, já deveriam estar encerradas, se o chapeleiro não estivesse acobertado por um megalonanico que se imagina tampa-de-foguete, não passando de assoprador de fogareiro sem qualquer quentura.
4. É chegada a hora de fazer uma baita limpeza nas estruturas estaduais e municipais da Segurança Pública Brasileira, setor onde se refugiam os restos fétidos do ainda não de todo sepultado regime ditatorial. Respaldados num regime democrático repleto de impunidades nos mais variados escalões, bandidos de farda cometem atrocidades ignominiosas, matando até por um par de tênis, como aconteceu recentemente com a morte de um educador social, no Rio de Janeiro. E não me venham com a conversa mole de que baixos salários justificam atitudes animalescas. Por que a Índia, que tem problemas sociais equivalentes ao Brasil, possui uma criminalidade bem menor que a nossa? O pessoal do Instituto da Paz tem plena razão quando declara que corrupção é caráter. E o diretor-executivo do Instituto, Denis Mizne, não contemporiza: “Se há comprometimento com a vida, se há indignação real por trás dos discursos inflamados, que comecem as reformas estruturais das polícias, de limpeza das instituições, sem desculpas burocráticas ou medo das retaliações. Apoio não faltará. E coragem?”
5. Assunto de Estado: o amostrado presidente Hugo Chavez, sempre ansioso para ser um “flodão” latino-americano maior que o Lula, pede que os venezuelanos não cantem mais no banheiro. Para economizar água. Declarou que toma banho em três minutos e que não cheira mal. Só faltando dizer que só lava os bagos. O resto podendo feder.
6. Se não tivesse sido morta pelos nazistas em um campo de concentração, Annelisse Maria Frank, a mundialmente conhecida adolescente judia Anne Frank, teria completado 80 anos em junho passado. Seu diário foi publicado pela vez primeira em 1947, sendo um dos textos mais traduzidos em todo mundo. Só quem não deve ter lido ainda o Diário de Anne Frank foi o presidente iraniano Ahmadinejad, que recentemente buscou ampliar sua fama de braboso ao negar a historicidade do Holocausto, o maior assassinato étnico da história da humanidade.
7. O Nelson Piquet velho andou criticando o Ayrton Senna, ao tentar defender o filho Piquet mutreteiro. Quando li o fuxico caviloso, lembrei-me do sempre lembrado amigo poeta Mauro Mota, refletindo sobre bravatas que lhe contavam: “Como é fácil enfiar o dedo em fiofó de onça morta”.
(Publicado no site da revista ALGOMAIS, Recife, Pernambuco)

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