Creio que já tardam as estratégias de uma maior profissionalização do ensino superior brasileiro. É urgente a adoção de estratégias que reflitam as novas demandas comunitárias, num contexto cada vez mais multicultural, bem mais mundializado que nas últimas décadas do século passado. Com a ciência, teórica e aplicada, devendo tornar-se mais estruturada através de uma solidariedade cidadã para com o derredor social menos favorecido, a ensinar efetivas maneiras de pescar, bem assimilada a dimensão do que seja parceria, a revitalizar pessoas de todas as faixas etárias.
Há anos, o pensamento do professor Ronaldo Tavano Palaia, diretor da Faculdade Trevisan, reflete o alerta que se alastra pelos quatro pontos cardeais brasileiros: “A sobrevivência das organizações na Nova Economia está incondicionalmente atrelada às habilidades fundamentais de seus colaboradores em todos os níveis hierárquicos, bem diferentes daquelas exigidas dos trabalhadores e dirigentes na Sociedade Industrial. Hoje, para que uma posição no mercado de trabalho da Nova Economia seja ocupada, é preciso dispor cada vez mais do capital intelectual, que não se traduz apenas pelo simples acúmulo de conhecimento, mas pela capacidade de identificar, obter, organizar e utilizar a informação necessária para alcançar os resultados pretendidos.”
E foi mais além, aquele especialista: “De todas as grandes organizações seculares, como o Exército e a Igreja, talvez a Universidade seja a mais conservadora em termos de valores e práticas. Neste momento, contudo, a sociedade precisa formar, em nível superior, talentos humanos com preparo adequado para a economia digital, para a nanotecnologia e com grande flexibilidade de adaptação diante das realidades econômicas, sociais, culturais e tecnológicas emergentes”.
Ainda segundo Palaia, estamos atravessando uma crise paradoxal: de um lado, desemprego fortalecido pelo analfabetismo funcional; de outro, um contingente cada vez maior de vagas, por falta de mão-de-obra qualificada para preenchê-las.
Uma Universidade que se deseja ver respeitada, deve ser possuidora de alguns princípios paramétricos: possuir elaboração própria; saber bem conjugar teoria com prática; manter-se em contínua atualização, sem modismos pernósticos; emular atitudes emancipatórias; ampliar a qualificação formal e política de todos os seus segmentos; proporcionar contínua atualização do seu acervo bibliotecal nas diversas áreas do conhecimento. Ela deve ainda ser possuidora de um acurado instinto de sobrevivência, nunca se transformando num amontoado de salas de aulas, onde impera uma caduca diferença entre aluno e professor, os primeiros seres passivos, os demais portadores de estupidificantes procedimentos apenas “auleiros”, sem sabor nem arte.
Se o diploma está em baixa, bastante desmoralizado como reflexo do saber, o conhecimento se torna cada vez mais uma exigência planetária, inclusive para docentes novos e veteranos.
Com honestidade, verifica-se facilmente que uma boa parte dos nossos atuais docentes universitários não merece sequer ser escutada. E que um grande número de nossas escolas superiores é simples peça histórica, útil apenas para se observar como reflexo de Universidade criada nos anos trinta, sem uma sala de aula sequer, para se conceder o título de Doutor Honoris-Causa a um rei belga que por aqui transitava.
Segundo Cláudio de Moura Castro, de quem sou orgulhosamente ex-aluno, “estamos ao limite do conserto fácil”. Com a modernização econômica e uma mundialização cada vez mais acelerada, que sejam eliminadas as posturas meramente burocratizantes, as contemplações dos próprios umbigos e as pesquisas que apenas engordam rendimentos mensais de alguns travestidos de PhDeuses, como bem chicoteva Gilberto Freyre, um invulgar talento brasileiro.
PS. Agradeço penhorado o apoio recebido dos amigos que compareceram à solenidade de outorga, pelo Conselho Estadual de Educação de Pernambuco, da Comenda Medalha do Mérito Educacional Professor Paulo Freire, no dia 19 de outubro último. Um evento que contou também com a presença das autoridades da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco.
Há anos, o pensamento do professor Ronaldo Tavano Palaia, diretor da Faculdade Trevisan, reflete o alerta que se alastra pelos quatro pontos cardeais brasileiros: “A sobrevivência das organizações na Nova Economia está incondicionalmente atrelada às habilidades fundamentais de seus colaboradores em todos os níveis hierárquicos, bem diferentes daquelas exigidas dos trabalhadores e dirigentes na Sociedade Industrial. Hoje, para que uma posição no mercado de trabalho da Nova Economia seja ocupada, é preciso dispor cada vez mais do capital intelectual, que não se traduz apenas pelo simples acúmulo de conhecimento, mas pela capacidade de identificar, obter, organizar e utilizar a informação necessária para alcançar os resultados pretendidos.”
E foi mais além, aquele especialista: “De todas as grandes organizações seculares, como o Exército e a Igreja, talvez a Universidade seja a mais conservadora em termos de valores e práticas. Neste momento, contudo, a sociedade precisa formar, em nível superior, talentos humanos com preparo adequado para a economia digital, para a nanotecnologia e com grande flexibilidade de adaptação diante das realidades econômicas, sociais, culturais e tecnológicas emergentes”.
Ainda segundo Palaia, estamos atravessando uma crise paradoxal: de um lado, desemprego fortalecido pelo analfabetismo funcional; de outro, um contingente cada vez maior de vagas, por falta de mão-de-obra qualificada para preenchê-las.
Uma Universidade que se deseja ver respeitada, deve ser possuidora de alguns princípios paramétricos: possuir elaboração própria; saber bem conjugar teoria com prática; manter-se em contínua atualização, sem modismos pernósticos; emular atitudes emancipatórias; ampliar a qualificação formal e política de todos os seus segmentos; proporcionar contínua atualização do seu acervo bibliotecal nas diversas áreas do conhecimento. Ela deve ainda ser possuidora de um acurado instinto de sobrevivência, nunca se transformando num amontoado de salas de aulas, onde impera uma caduca diferença entre aluno e professor, os primeiros seres passivos, os demais portadores de estupidificantes procedimentos apenas “auleiros”, sem sabor nem arte.
Se o diploma está em baixa, bastante desmoralizado como reflexo do saber, o conhecimento se torna cada vez mais uma exigência planetária, inclusive para docentes novos e veteranos.
Com honestidade, verifica-se facilmente que uma boa parte dos nossos atuais docentes universitários não merece sequer ser escutada. E que um grande número de nossas escolas superiores é simples peça histórica, útil apenas para se observar como reflexo de Universidade criada nos anos trinta, sem uma sala de aula sequer, para se conceder o título de Doutor Honoris-Causa a um rei belga que por aqui transitava.
Segundo Cláudio de Moura Castro, de quem sou orgulhosamente ex-aluno, “estamos ao limite do conserto fácil”. Com a modernização econômica e uma mundialização cada vez mais acelerada, que sejam eliminadas as posturas meramente burocratizantes, as contemplações dos próprios umbigos e as pesquisas que apenas engordam rendimentos mensais de alguns travestidos de PhDeuses, como bem chicoteva Gilberto Freyre, um invulgar talento brasileiro.
PS. Agradeço penhorado o apoio recebido dos amigos que compareceram à solenidade de outorga, pelo Conselho Estadual de Educação de Pernambuco, da Comenda Medalha do Mérito Educacional Professor Paulo Freire, no dia 19 de outubro último. Um evento que contou também com a presença das autoridades da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco.
(Publicada no Portal da Rede Globo Nordeste, Recife, Pernambuco)

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