Num dos restaurantes da cidade, acompanhado da Melba e de alguns casais amigos, eis que recebo um abraço entusiasmante do João Silvino da Conceição, sempre acompanhado de Dona Conceição, sua inspiração dia-e-noite, mente livre e sempre solta, muitos quilômetros bem dados, serenidade ímpar, sarada das louracidades artificiais que só luzem vagalumemente.
Sem mas nem meio mas, o Silvino foi logo pa-pum, igualzinho aquele comercial JC:
- Encontrei uma arma literária de alto poder metralhatório, que muito me auxiliará na minimização da esculhambação que está reinando no Congresso Nacional, transformado num valhacouto para um monte de safadões, eleitos pela imbecilidade eleitoral dos alienados, que está desesperando os congressistas de mesmo, um infeliz mínimo que se encontra de mãos e pés amarrados!
A curiosidade logo se estampou nos presentes, favorecendo uma imediata explicação silvínica, Dona Conceição postando-se sentada entre mim e o Faguinho Silva, admirando a apresentação feita pelo maridão:
- Pessoal, quem agora desejar arrebentar a boca do balão de político nojento, basta adquirir o Dicionário Brasileiro de Insultos. De autoria do pesquisador Altair J. Aranha, edição Ateliê Editorial, o dicionário é bom demais para quem não tem força física e habilidades marciais para estapear políticos safados, usando um repertório pouco conhecido para deixá-los de cueca, sem nenhum dólar dentro. E sem castelo e sem afetos, sem contratações secretas, com um monte de desafetos os aguardando na boca das urnas, ano que vem.
E o João Silvino começou a dar exemplos:
- Tem senador que tornou-se apatetado ao retirar sua assinatura do pedido de CPI da Petrobrás no Senado Federal. Uma CPI bem conduzida somente trará benefícios para a nossa maior estatal brasileira, que não deve ser “casa de mãe Joana” para “acobertâncias” que deixam embostelados acionistase e o povo brasileiro. A gente brasileira também necessita ser menos “inhenta”, criticando bem muito os bancos “onzenários”, aqueles que estão cobrando juros astronômicos, “encegueirados” pelo lucro fácil, num país que não se dá ao respeito intransigente pela cidadania de todos.
Com os aplausos advindos das mesas do derredor, o João Silvino não perdeu tempo. Subiu na cadeira, respirou fundo, e mandou lasqueira:
- Não desejo ser “sequista”, como alguns idiotizados da oposição, “lambaios” metidos a besta, que apenas se fingem demagogicamente de impolutos, quando não passam de “pimponetes” palacianos, de ações “abodegadas” e mãos quase sempre bem aproximadas dos bagos do mandante, perfeitos “arre-burrinhos arremangadores”.
O papo esquentou.Todos os presentes desejavam manusear o Dicionário Brasileiro de Insultos, para através dele explicitar suas críticas aos demais. Foram coletadas por quem estava de papel e bic algumas preciosidades. Que merecem ser aqui transcritas. Eis as principais:
- Nunca vi o Congresso Nacional com tantos “aspones”. E a Fundação Getúlio Vargas perdeu uma excelente oportunidade de não meter a mão em cumbuca, pois seus técnicos altamente qualificados tornaram-se “astênicos” quando lá puseram os pés.
- E o Parque Dona Lindu, aquele bolo “gougre”? Parece até assombração, ninguém desejando concluí-lo. Todo mundo de costas...
- Para político “manheiro”, “crapuloso” e “louvaminheiro”, vai chegar o dia do pé-na-bunda popular, quando os eleitores souberem diferenciar, em todos os partidos, os sérios e comprometidos dos “marralheiros”, “enteomaníacos” e os metidos a “cumba”.
- O brasileiro precisa abandonar as posturas de “foba”. E enfiar os políticos “pacovas” nos buracos que merecem, deixando-os com cara de “piquira”, “desamados” mesmo, sem nenhum “miché”.
As manifestações terminaram, a pedido do João Silvino, por volta das quatro horas da tarde. A Dona Conceição dava ar de enfastiada, embora feliz com o desempenho do maridaço.
Seguramente, uma tarde convincentemente cidadanizadora aquela. Cheguei em casa com uma esperança redobrada no futuro nacional.
(Publicada hoje no Portal da Globo Nordeste, http://pe360graus.globo.com, Blog BATE & REBATE)
Sem mas nem meio mas, o Silvino foi logo pa-pum, igualzinho aquele comercial JC:
- Encontrei uma arma literária de alto poder metralhatório, que muito me auxiliará na minimização da esculhambação que está reinando no Congresso Nacional, transformado num valhacouto para um monte de safadões, eleitos pela imbecilidade eleitoral dos alienados, que está desesperando os congressistas de mesmo, um infeliz mínimo que se encontra de mãos e pés amarrados!
A curiosidade logo se estampou nos presentes, favorecendo uma imediata explicação silvínica, Dona Conceição postando-se sentada entre mim e o Faguinho Silva, admirando a apresentação feita pelo maridão:
- Pessoal, quem agora desejar arrebentar a boca do balão de político nojento, basta adquirir o Dicionário Brasileiro de Insultos. De autoria do pesquisador Altair J. Aranha, edição Ateliê Editorial, o dicionário é bom demais para quem não tem força física e habilidades marciais para estapear políticos safados, usando um repertório pouco conhecido para deixá-los de cueca, sem nenhum dólar dentro. E sem castelo e sem afetos, sem contratações secretas, com um monte de desafetos os aguardando na boca das urnas, ano que vem.
E o João Silvino começou a dar exemplos:
- Tem senador que tornou-se apatetado ao retirar sua assinatura do pedido de CPI da Petrobrás no Senado Federal. Uma CPI bem conduzida somente trará benefícios para a nossa maior estatal brasileira, que não deve ser “casa de mãe Joana” para “acobertâncias” que deixam embostelados acionistase e o povo brasileiro. A gente brasileira também necessita ser menos “inhenta”, criticando bem muito os bancos “onzenários”, aqueles que estão cobrando juros astronômicos, “encegueirados” pelo lucro fácil, num país que não se dá ao respeito intransigente pela cidadania de todos.
Com os aplausos advindos das mesas do derredor, o João Silvino não perdeu tempo. Subiu na cadeira, respirou fundo, e mandou lasqueira:
- Não desejo ser “sequista”, como alguns idiotizados da oposição, “lambaios” metidos a besta, que apenas se fingem demagogicamente de impolutos, quando não passam de “pimponetes” palacianos, de ações “abodegadas” e mãos quase sempre bem aproximadas dos bagos do mandante, perfeitos “arre-burrinhos arremangadores”.
O papo esquentou.Todos os presentes desejavam manusear o Dicionário Brasileiro de Insultos, para através dele explicitar suas críticas aos demais. Foram coletadas por quem estava de papel e bic algumas preciosidades. Que merecem ser aqui transcritas. Eis as principais:
- Nunca vi o Congresso Nacional com tantos “aspones”. E a Fundação Getúlio Vargas perdeu uma excelente oportunidade de não meter a mão em cumbuca, pois seus técnicos altamente qualificados tornaram-se “astênicos” quando lá puseram os pés.
- E o Parque Dona Lindu, aquele bolo “gougre”? Parece até assombração, ninguém desejando concluí-lo. Todo mundo de costas...
- Para político “manheiro”, “crapuloso” e “louvaminheiro”, vai chegar o dia do pé-na-bunda popular, quando os eleitores souberem diferenciar, em todos os partidos, os sérios e comprometidos dos “marralheiros”, “enteomaníacos” e os metidos a “cumba”.
- O brasileiro precisa abandonar as posturas de “foba”. E enfiar os políticos “pacovas” nos buracos que merecem, deixando-os com cara de “piquira”, “desamados” mesmo, sem nenhum “miché”.
As manifestações terminaram, a pedido do João Silvino, por volta das quatro horas da tarde. A Dona Conceição dava ar de enfastiada, embora feliz com o desempenho do maridaço.
Seguramente, uma tarde convincentemente cidadanizadora aquela. Cheguei em casa com uma esperança redobrada no futuro nacional.
(Publicada hoje no Portal da Globo Nordeste, http://pe360graus.globo.com, Blog BATE & REBATE)

Nenhum comentário:
Postar um comentário