De múltiplos parabéns o Governo do Estado de Pernambuco pela edição das Cartas enviadas por Dom Helder Câmara, nosso sempre amado ex-Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, por ocasião das sessões do Concílio Vaticano II e durante os períodos intervalares daquele conclave, tudo acontecendo entre 1962 e 1965.
Graças ao Governador Eduardo Campos, um helderista confesso no Um Registro de Confiança e Superação, por ele próprio redigido e que serve de apresentação magna da coleção editada pela CEPE, Pernambuco divulga para o mundo lusófono, numa primeira etapa, a correspondência de um bispo que soube com habilidade ímpar atuar evangelicamente nos bastidores do Concílio Vaticano II. Impulsionando a Igreja para dias mais solidários para com os sem vez, sem voz e sem poder da América Latina, buscando minimizar as ações conservadoras de uma instituição sempre dócil aos grandões do mundo e aos ditadores de plantão desde Constantino, ela mesmo também responsável por inúmeros retrocessos e trucidamentos no desenvolvimento histórico da humanidade.
As Circulares Conciliares e Circulares Interconciliares, em dois tomos de três volumes para cada categoria, também carrega a logomarca do Instituto Dom Helder Câmara, o IdHEC, que tem Maria Lúcia Moreira da Costa, a Lucinha Moreira, na presidência do Conselho de Curadores, e o ativo advogado Bruno Ribeiro de Paiva na presidência da Diretoria Executiva.
Da responsabilidade de Lucinha são as Notas das duas primeiras edições das Circulares. Na primeira, ela ressalta uma memorável conferência do Pe. José Comblin, acontecida em 2001, quando aquele teólogo lançou um repto: “que se fizesse entre nós o que a Igreja de El Salvador realizara com os escritos e homilias de Dom Oscar Romero, hoje enfeixados em dez preciosos volumes”. Um desafio que foi aceito por um grupo formado pelo Pe. João Pubben, Lauro Oliveira e Zildo Rocha, a coordenação sendo entregue ao historiador Luiz Carlos Marques, Doutor pela Universidade de Bolonha. A tarefa foi iniciada em maio de 2002, contando com o inestimável apoio logístico do CeDoHC – Centro de Documentação Helder Câmara, criado em 1999 por iniciativa da então incansável secretária de Dom Helder, Maria José Duperron Cavalcanti, também diretora da Obras de Frei Francisco.
O projeto inicial, que era apenas a publicação das cartas conciliares e interconciliares de Dom Helder Câmara, desdobrou-se numa iniciativa de edição das obras completas do Dom, onde estão incluídas “outras 1.832 circulares escritas do Recife para a ‘família’ do Rio de Janeiro, além de milhares de outras páginas de meditações, sermões, poesias e esboços de discursos e conferências”.
O prefácio do volume primeiro é do Pe. José Comblin, que ressalta a importância da iniciativa, uma resposta às aspirações dos que estão preocupados com o futuro do Cristianismo e da própria Igreja, pois as Obras Completas do Dom se constituem num documento-testemunho capaz de induzir milhões no caminho de um ecumenismo libertador vocacionado para ser ator principal na construção do Reino entre nós. Afirma Comblin com resoluta propriedade: “eu sou daqueles que têm a convicção de que os escritos de Dom Hélder ainda serão fonte de inspiração na América Latina daqui a mil anos”. Uma certeza de que as Obras Completas de Dom Helder Câmara servirão de inspiração/balizamento para os cristãos de todas as denominações.
Apenas como aperitivos: em carta escrita em 1° de novembro de 1963, 31ª. Circular, o Dom escreveu: “Vivemos numa hora decisiva que exige métodos corajosos”; em carta de 15 de maio de 1964: “os pastores, que volta e meia estão aqui e seguem minha vida de perto, querem, uma vez por mês, uma Noitada Ecumênica, durante a qual rezaríamos, cantaríamos e brincaríamos juntos”. Constatações válidas para todos aqueles que buscam a Paz Universal e o desenvolvimento de todos os Povos, mesmo após a passagem das mediocridades episcopais inquisitoriais.
(Publicada no Portal da Revista ALGOMAIS, Recife, Pernambuco, www.revistaalgomais.com.br)
Graças ao Governador Eduardo Campos, um helderista confesso no Um Registro de Confiança e Superação, por ele próprio redigido e que serve de apresentação magna da coleção editada pela CEPE, Pernambuco divulga para o mundo lusófono, numa primeira etapa, a correspondência de um bispo que soube com habilidade ímpar atuar evangelicamente nos bastidores do Concílio Vaticano II. Impulsionando a Igreja para dias mais solidários para com os sem vez, sem voz e sem poder da América Latina, buscando minimizar as ações conservadoras de uma instituição sempre dócil aos grandões do mundo e aos ditadores de plantão desde Constantino, ela mesmo também responsável por inúmeros retrocessos e trucidamentos no desenvolvimento histórico da humanidade.
As Circulares Conciliares e Circulares Interconciliares, em dois tomos de três volumes para cada categoria, também carrega a logomarca do Instituto Dom Helder Câmara, o IdHEC, que tem Maria Lúcia Moreira da Costa, a Lucinha Moreira, na presidência do Conselho de Curadores, e o ativo advogado Bruno Ribeiro de Paiva na presidência da Diretoria Executiva.
Da responsabilidade de Lucinha são as Notas das duas primeiras edições das Circulares. Na primeira, ela ressalta uma memorável conferência do Pe. José Comblin, acontecida em 2001, quando aquele teólogo lançou um repto: “que se fizesse entre nós o que a Igreja de El Salvador realizara com os escritos e homilias de Dom Oscar Romero, hoje enfeixados em dez preciosos volumes”. Um desafio que foi aceito por um grupo formado pelo Pe. João Pubben, Lauro Oliveira e Zildo Rocha, a coordenação sendo entregue ao historiador Luiz Carlos Marques, Doutor pela Universidade de Bolonha. A tarefa foi iniciada em maio de 2002, contando com o inestimável apoio logístico do CeDoHC – Centro de Documentação Helder Câmara, criado em 1999 por iniciativa da então incansável secretária de Dom Helder, Maria José Duperron Cavalcanti, também diretora da Obras de Frei Francisco.
O projeto inicial, que era apenas a publicação das cartas conciliares e interconciliares de Dom Helder Câmara, desdobrou-se numa iniciativa de edição das obras completas do Dom, onde estão incluídas “outras 1.832 circulares escritas do Recife para a ‘família’ do Rio de Janeiro, além de milhares de outras páginas de meditações, sermões, poesias e esboços de discursos e conferências”.
O prefácio do volume primeiro é do Pe. José Comblin, que ressalta a importância da iniciativa, uma resposta às aspirações dos que estão preocupados com o futuro do Cristianismo e da própria Igreja, pois as Obras Completas do Dom se constituem num documento-testemunho capaz de induzir milhões no caminho de um ecumenismo libertador vocacionado para ser ator principal na construção do Reino entre nós. Afirma Comblin com resoluta propriedade: “eu sou daqueles que têm a convicção de que os escritos de Dom Hélder ainda serão fonte de inspiração na América Latina daqui a mil anos”. Uma certeza de que as Obras Completas de Dom Helder Câmara servirão de inspiração/balizamento para os cristãos de todas as denominações.
Apenas como aperitivos: em carta escrita em 1° de novembro de 1963, 31ª. Circular, o Dom escreveu: “Vivemos numa hora decisiva que exige métodos corajosos”; em carta de 15 de maio de 1964: “os pastores, que volta e meia estão aqui e seguem minha vida de perto, querem, uma vez por mês, uma Noitada Ecumênica, durante a qual rezaríamos, cantaríamos e brincaríamos juntos”. Constatações válidas para todos aqueles que buscam a Paz Universal e o desenvolvimento de todos os Povos, mesmo após a passagem das mediocridades episcopais inquisitoriais.
(Publicada no Portal da Revista ALGOMAIS, Recife, Pernambuco, www.revistaalgomais.com.br)

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