No seu livro O Evangelho de Tomé – uma bússola para a evolução espiritual, Nova Era, 2006, o ex-sacerdote jesuíta Ron Miller, responsável pelo Departamento de Religião da Universidade Lake Forest, Illinois, EEUU e fundador da Common Ground, organização sem fins lucrativos para o estudo e o diálogo inter-religioso no mundo, conta dois fatos reais por ele vivenciados.
O primeiro aconteceu em 1999, por ocasião do Congresso Mundial de Religiões, em Capetown, Africa do Sul. Durante um almoço, ele sentou-se ao lado de uma bruxa wicca, uma religião neopagã fundamentada nos cultos da fertilidade que se originaram na Europa Antiga. Que lhe fez o seguinte comentário sobre o Dalai Lama, um dos conferencistas: “O Dalai Lama é uma pessoa adulta. Isto é um alívio”. Que Miller interpretou da seguinte maneira: “Pude entender tamanha inteligência e sabedoria. Vivemos em um mundo largamente dominado por crianças, e aqui me refiro às pessoas imaturas, não às pueris e inocentes”.
O segundo fato, contraponto magistral do primeiro, ocorreu defronte da residência de Ron, inverno brabo, quando ele preparava aula para a Common Fround. Um buzinaço insuportável interrompeu suas reflexões, fazendo-o dirigir-se até a janela. Na rua coberta de neve, dois motoristas acionavam as buzinas dos seus automóveis, um defronte do outro, quando havia um recuo logo atrás de cada um dos veículos. Quando os dois motoristas saíram dos seus respectivos assentos para uma discussão acalorada, dedos em riste, só lhe restou cerrar a janela e voltar para suas reflexões, tamanha a infantilidade comportamental dos brigões.
Embora cultuando um calendário católico durante uma vivência jesuítica de mais de vinte anos, Ron Miller acredita ser chegada a hora da estruturação de um outro tipo. E enumera uma lista de pessoas que poderiam ser nele incluídas, todas adultas, entre elas Maria Madalena, Moisés, Maomé, Santa Hildegarda, São Francisco de Assis, Buda, Ramakrishna, Martin Luther King Jr, Mahatma Gandhi e Thomas Merton. Um calendário com gente de todas as religiões, personalidades históricas que tivessem atingido um elevado nível de evolução humanitária.
Em seu livro, Miller é taxativo: “Evolução é nossa natureza. Limites, sistemas fechados, definições pueris – essas questões simplesmente não se enquadram nos propósitos humanos. Por isso, sempre me refiro em minhas aulas e livros aos três P’s do conhecimento: parcial, provisório e perspectivo”. Uma vacina efetiva diante do avanço dos fundamentalismos religiosos, que se infiltram ostensivamente em todos os rincões terrestres, num mundo onde a grande maioria que lê os Testamentos não os compreendem, oscilando entre o abandono imediato e o fanatismo irracional.
No livro O Evangelho de Tomé – uma bússola para a evolução espiritual, Ron Miller reverencia o papa João XXIII, “um homem que pôde viver com o despertar de sua própria identidade. Por ser um homem iluminado, encontrou coragem para abrir as janelas de todos os problemas, de maneira que a luz pudesse cintilar sobre a fragmentada Igreja. Infelizmente, todos os sucessores papais de João XXIII trabalharam rápido em fechar todas as janelas ecumênicas e progressistas”.
Cada um dos 114 versículos do Evangelho de São Tomé descoberto por alguns felás, beduínos egípcios, em dezembro de 1945, perto de um rochedo chamado Jabal al-Tarif, no Alto Egito, não muito distante da cidade de Nag Hammadi, amplia nossa maturidade. Não tendo sido por coincidência uma descoberta acontecida no ano do lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki.
O Evangelho de Tomé reflete os ensinamentos ministrados pelo Homão da Galiléia, que jamais intentou fundar qualquer religião, apenas transmitindo como favorecer a paz entre os seres humanos, utilizando uma crescente energia interior, aquela que faz aproximar amorosamente a criatura do Criador, numa fusão de infinita maturidade.
O primeiro aconteceu em 1999, por ocasião do Congresso Mundial de Religiões, em Capetown, Africa do Sul. Durante um almoço, ele sentou-se ao lado de uma bruxa wicca, uma religião neopagã fundamentada nos cultos da fertilidade que se originaram na Europa Antiga. Que lhe fez o seguinte comentário sobre o Dalai Lama, um dos conferencistas: “O Dalai Lama é uma pessoa adulta. Isto é um alívio”. Que Miller interpretou da seguinte maneira: “Pude entender tamanha inteligência e sabedoria. Vivemos em um mundo largamente dominado por crianças, e aqui me refiro às pessoas imaturas, não às pueris e inocentes”.
O segundo fato, contraponto magistral do primeiro, ocorreu defronte da residência de Ron, inverno brabo, quando ele preparava aula para a Common Fround. Um buzinaço insuportável interrompeu suas reflexões, fazendo-o dirigir-se até a janela. Na rua coberta de neve, dois motoristas acionavam as buzinas dos seus automóveis, um defronte do outro, quando havia um recuo logo atrás de cada um dos veículos. Quando os dois motoristas saíram dos seus respectivos assentos para uma discussão acalorada, dedos em riste, só lhe restou cerrar a janela e voltar para suas reflexões, tamanha a infantilidade comportamental dos brigões.
Embora cultuando um calendário católico durante uma vivência jesuítica de mais de vinte anos, Ron Miller acredita ser chegada a hora da estruturação de um outro tipo. E enumera uma lista de pessoas que poderiam ser nele incluídas, todas adultas, entre elas Maria Madalena, Moisés, Maomé, Santa Hildegarda, São Francisco de Assis, Buda, Ramakrishna, Martin Luther King Jr, Mahatma Gandhi e Thomas Merton. Um calendário com gente de todas as religiões, personalidades históricas que tivessem atingido um elevado nível de evolução humanitária.
Em seu livro, Miller é taxativo: “Evolução é nossa natureza. Limites, sistemas fechados, definições pueris – essas questões simplesmente não se enquadram nos propósitos humanos. Por isso, sempre me refiro em minhas aulas e livros aos três P’s do conhecimento: parcial, provisório e perspectivo”. Uma vacina efetiva diante do avanço dos fundamentalismos religiosos, que se infiltram ostensivamente em todos os rincões terrestres, num mundo onde a grande maioria que lê os Testamentos não os compreendem, oscilando entre o abandono imediato e o fanatismo irracional.
No livro O Evangelho de Tomé – uma bússola para a evolução espiritual, Ron Miller reverencia o papa João XXIII, “um homem que pôde viver com o despertar de sua própria identidade. Por ser um homem iluminado, encontrou coragem para abrir as janelas de todos os problemas, de maneira que a luz pudesse cintilar sobre a fragmentada Igreja. Infelizmente, todos os sucessores papais de João XXIII trabalharam rápido em fechar todas as janelas ecumênicas e progressistas”.
Cada um dos 114 versículos do Evangelho de São Tomé descoberto por alguns felás, beduínos egípcios, em dezembro de 1945, perto de um rochedo chamado Jabal al-Tarif, no Alto Egito, não muito distante da cidade de Nag Hammadi, amplia nossa maturidade. Não tendo sido por coincidência uma descoberta acontecida no ano do lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki.
O Evangelho de Tomé reflete os ensinamentos ministrados pelo Homão da Galiléia, que jamais intentou fundar qualquer religião, apenas transmitindo como favorecer a paz entre os seres humanos, utilizando uma crescente energia interior, aquela que faz aproximar amorosamente a criatura do Criador, numa fusão de infinita maturidade.

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