terça-feira, 30 de setembro de 2008

Solidariedade para tempos críticos

Uma senhora muito bem situada na vida, antigamente madame vai-com-as-outras-que-eu-topo-tudo, tinha se tornado cristã já tarde na vida. Certa tarde, quando andava por um dos jardins do seu bairro, acompanhada de uma neta, ouviu os lamentos de um mendigo. Compadecida, colocou uma nota de pequeno valor em sua mão. Mais adiante, também contribuiu com a APAF – Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado, sediada no Hospital Universitário Osvaldo Cruz, no Recife. Ouvindo, então, uma oportuna observação da neta de seis anos:
- Vovó, acho que a senhora perdeu muito dinheiro desde que se tornou cristã, não é?”
- Perdi, respondeu sorrindo a amada vovó. Perdi meu temperamento explosivo, meu hábito de criticar os outros e a tendência de gastar todo o meu tempo livre em eventos sociais banais e em prazeres sem significado algum. Também perdi um espírito ganancioso e egoísta. E também perdi a mania de viver de sobrenome e diplomas conquistados.
E com uma alegria contagiante, completou:
- Em compensação, o que eu ganhei você nem calcula. Ganhei paz de espírito, no poder da oração; ganhei um Amigão que está sempre comigo, que me conhece, me ama e me protege; e ganhei uma fé que não dá lugar a nenhum temor, principalmente quando estou trabalhando como voluntária, auxiliando os que mais necessitam. Estou feliz pelo que perdi e nada paga o que ganhei!

Como anda a sua Fé na Humanidade, a partir da que você edificou em nome do Homão da Galiléia?

Nenhum comentário: