Em meu sempre inconcluso aprimoramento existencial, de um fato estou convencido: o anti-semitismo que grassa no planeta há séculos, ainda hoje com resquícios fortes em determinadas re(li)giões, funda-se também em leituras do Novo Testamento. Algumas traduções não explicitaram de modo correto os fatos acontecidos há quase dois mil anos. Muito pelo contrário, alguns ramos do Cristianismo tornaram-se responsáveis pela “doutrina” que responsabilizava os judeus pelo assassinato do Nazareno. Como também sob a Bíblia foram justificadas a prática da escravidão, a segregação racial e a política do apartheid, tidas como condizentes com a vontade de Deus. Atualmente, algumas denominações cristãs tradicionais ainda acreditam “que denegrir a humanidade e qualificá-la como arruinada, caída, má e pecadora faz com que a realidade do Deus teísta, externo à vida, seja mais facilmente aceita”.
Para quem deseja tornar-se cristão compromissado social, política e historicamente com os amanhãs que já se instalaram em todos os quadrantes, recomendaria duas leituras de alavancagem, para tornar-se mais transdenominacional, respeitando todas as demais manifestações religiosas; para perceber-se cidadão cósmico; para travar bom combate com as argumentações fundamentalistas, compreendendo bem as razões do teólogo Paul Tillich: “o fundamentalismo possui traços demoníacos”; e para ampliar sua fé no Homão da Galiléia, Irmão Libertador de judeus e gentios, povos e nações.
1. Para assimilar mais “ecologicamente” os ensinamentos do Nazareno, o Novo Testamento Judaico, editora Vida, em língua portuguesa. Um livro judaico, escrito por judeus, que tem por público-alvo judeus e não-judeus. Para milhões que, de um modo intelectualmente não-ingênuo, buscam adquirir ou continuar a depositar confiança irrestrita no Deus de Avraham, Yitz’chak e Ya’akov e no Messias judeu Yeshua. Segundo David Stern, o tradutor do grego para o inglês, os não-judeus foram enxertados,”como ramos de oliveira selvagem” na “oliveira cultivada” dos judeus, como explicou muito sabiamente São Paulo na sua Carta das Romanos (11,16-26). E como o próprio Yeshua proclamou: “a salvação vem dos judeus” (Jo 4,22)
A leitura do Novo Testamento Judaico deve ser acompanhada da Bíblia Hebraica editada pela editora Sêfer – que ressalta, em Jeremias 31,30, que haveria uma nova aliança, onde seriam perdoadas iniqüidades, os pecados não mais lembrados. Proporciona esclarecimentos múltiplos, induzindo sadios debates. Como aquele que declara: o Messias deu término à Torah ou Ele é o objetivo dela?
2. Comentário Judaico do Novo Testamento, editora Atos, de primeira edição lançada o ano passado. Seu autor, David Stern, classifica seu trabalho como um “comentário desperta-consciência”, de dupla finalidade: para que os judeus saibam que o NT apresenta Yeshua de Nazaret como filho de David e para que os cristãos tenham a certeza de que são para sempre um só povo com os judeus, o NT não devendo dar espaço para qualquer anti-semitismo. No prefácio para a versão portuguesa, o pastor Gary Haynes é categórico: “não consegui parar de ler o CJNT: algo precioso, profundo na sua forma de explanar o Novo Testamento, mas ao mesmo tempo simples e de fácil compreensão”. Um Comentário que inspirará estudos do NT sob novos prismas, sem opiniões pré-concebidas sobre assuntos judaicos, estribando-se na convicção de que “ainda há necessidade de se escrever mais comentários judaico-messiânicos sobre todos os livros da Bíblia, tanto do Tanakh (AT) quanto do Novo Testamento”.
Duas ferramentas para os que buscam mudar-se para poder mudar as coisas do derredor. E para os que desejam manter-se integralmente ativos num contexto espiritualmente ainda pouco libertador.
Já se disse: “no dia em que o que se espera do futuro se iguala ao que se deseja, começa-se a envelhecer”. Saibamos na fé como nunca espiritualmente envelhecer.
Para quem deseja tornar-se cristão compromissado social, política e historicamente com os amanhãs que já se instalaram em todos os quadrantes, recomendaria duas leituras de alavancagem, para tornar-se mais transdenominacional, respeitando todas as demais manifestações religiosas; para perceber-se cidadão cósmico; para travar bom combate com as argumentações fundamentalistas, compreendendo bem as razões do teólogo Paul Tillich: “o fundamentalismo possui traços demoníacos”; e para ampliar sua fé no Homão da Galiléia, Irmão Libertador de judeus e gentios, povos e nações.
1. Para assimilar mais “ecologicamente” os ensinamentos do Nazareno, o Novo Testamento Judaico, editora Vida, em língua portuguesa. Um livro judaico, escrito por judeus, que tem por público-alvo judeus e não-judeus. Para milhões que, de um modo intelectualmente não-ingênuo, buscam adquirir ou continuar a depositar confiança irrestrita no Deus de Avraham, Yitz’chak e Ya’akov e no Messias judeu Yeshua. Segundo David Stern, o tradutor do grego para o inglês, os não-judeus foram enxertados,”como ramos de oliveira selvagem” na “oliveira cultivada” dos judeus, como explicou muito sabiamente São Paulo na sua Carta das Romanos (11,16-26). E como o próprio Yeshua proclamou: “a salvação vem dos judeus” (Jo 4,22)
A leitura do Novo Testamento Judaico deve ser acompanhada da Bíblia Hebraica editada pela editora Sêfer – que ressalta, em Jeremias 31,30, que haveria uma nova aliança, onde seriam perdoadas iniqüidades, os pecados não mais lembrados. Proporciona esclarecimentos múltiplos, induzindo sadios debates. Como aquele que declara: o Messias deu término à Torah ou Ele é o objetivo dela?
2. Comentário Judaico do Novo Testamento, editora Atos, de primeira edição lançada o ano passado. Seu autor, David Stern, classifica seu trabalho como um “comentário desperta-consciência”, de dupla finalidade: para que os judeus saibam que o NT apresenta Yeshua de Nazaret como filho de David e para que os cristãos tenham a certeza de que são para sempre um só povo com os judeus, o NT não devendo dar espaço para qualquer anti-semitismo. No prefácio para a versão portuguesa, o pastor Gary Haynes é categórico: “não consegui parar de ler o CJNT: algo precioso, profundo na sua forma de explanar o Novo Testamento, mas ao mesmo tempo simples e de fácil compreensão”. Um Comentário que inspirará estudos do NT sob novos prismas, sem opiniões pré-concebidas sobre assuntos judaicos, estribando-se na convicção de que “ainda há necessidade de se escrever mais comentários judaico-messiânicos sobre todos os livros da Bíblia, tanto do Tanakh (AT) quanto do Novo Testamento”.
Duas ferramentas para os que buscam mudar-se para poder mudar as coisas do derredor. E para os que desejam manter-se integralmente ativos num contexto espiritualmente ainda pouco libertador.
Já se disse: “no dia em que o que se espera do futuro se iguala ao que se deseja, começa-se a envelhecer”. Saibamos na fé como nunca espiritualmente envelhecer.

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