Ainda permaneço imPACtado com a taluda grosseria cometida pelo senador Agripino Maia, por ocasião do comparecimento da ministra Dilma Rousseff no Senado Federal, atendendo convocação. Impressiona-me o despreparo estratégico-tático que está tomando conta do segmento oposicionista, exceções à parte, o besteirol sendo transmitido ao vivo para todos os rincões brasileiros.
Conversando com colega de caminhada sobre as baboseiras que poderiam ser evitadas, se adequadamente fossem gerenciadas as inteligências dos desatinados, por ele fui despertado para um testemunho dado por William A. Cohen, um general-de-divisão da Reserva da Força Aérea norte-americana, o primeiro PhD em Gestão Executiva da Claremont Graduate School, em meados dos anos 1970, atualmente uma autoridade respeitada em formulação e implementação de liderança e estratégia.
O livro Uma Aula com Drucker – As Lições do Maior Mestre de Administração, do Cohen, deveria tornar-se leitura obrigatória para os que lidam com organizações, inclusive políticas. De leitura sem eruditismos, o ex-aluno de Peter Drucker esmiuça os balizamentos daquele que, segundo ele, foi “o maior pensador em gestão de nossa época”.
Tenho um ligeiro pressentimento que o senador Agripino Maia nunca compreenderia devidamente o Peter Drucker, quando ele proclamava que “o planejamento não é uma tentativa de predizer o que vai acontecer. O planejamento é um instrumento para raciocinar agora, sobre que trabalhos e ações serão necessários hoje, para merecermos um futuro. O produto final do planejamento não é a informação: é sempre o trabalho”. E por incompreender Drucker, o senador tentou intimidar a ministra Rousseff, economista com mestrado e doutorado em economia, militante em estratégias de impacto. E que participou, anos 1960, da ação que sequestrou o cofre do ex-governador Adhemar de Barros contendo a “módica” quantia de US$ 2,6 milhões de dólares. Iniciativa mais que ousada para os “direitosos” da época, que rendeu à ministra um encarceramento por três anos nos porões do regime militar.
Uma outra ponderação do Peter Drucker prende-se aos truísmos antigos que ainda são tidos e havidos como intocáveis pelos que não sabem fazer oposição no Brasil, imaginando ter “informações” consideradas verdadeiras bombas. Sem atentar para uma outra notável lição do Mestre Drucker: “O conhecimento era um bem privado, associado ao verbo saber. Agora, é um bem público ligado ao verbo fazer”. E o senador, meninão ainda, não soube fazer porque nada sabia sobre como debater. Ele desdenhou a participação da ministra Dilma na reestruturação do PTB, então sob o comando de Leonel Brizola, participando da fundação do Partido Democrático Brasileiro, após a perda do PTB para o grupo de Ivete Vargas. Somente em 1999, a ministra sai do PDT e ingressa no Partido dos Trabalhadores, após caminhada de múltiplas articulações, para senador potiguar algum botar defeito.
Se tivesse dinheiro pra jogar fora, enviaria ao senador Agripino Maia, o livro acima citado, feito pelo ex-militar estadunidense de alta patente. Que foi aluno do austríaco Peter Drucker, o maior guru de administração do século XX, nascido em 1909 e eternizado em 2005, autor de mais de vinte livros e que teve uma influência significativa nos destinos da administração mundial. Com idéias modernas, arrojadas e inovadoras, sem grosserias que denegrissem quem quer que fosse.
Diante da histórica resposta dada pela ministra Dilma Rousseff ao “bravateiro” senador Agripino Maia - "eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador" – a curiosidade aumenta nas rodas de bate-papo político: como reagiria o senador, submetido a uma sessão de tortura? Será que ele falaria somente a verdade, nada mais que a verdade?
Conversando com colega de caminhada sobre as baboseiras que poderiam ser evitadas, se adequadamente fossem gerenciadas as inteligências dos desatinados, por ele fui despertado para um testemunho dado por William A. Cohen, um general-de-divisão da Reserva da Força Aérea norte-americana, o primeiro PhD em Gestão Executiva da Claremont Graduate School, em meados dos anos 1970, atualmente uma autoridade respeitada em formulação e implementação de liderança e estratégia.
O livro Uma Aula com Drucker – As Lições do Maior Mestre de Administração, do Cohen, deveria tornar-se leitura obrigatória para os que lidam com organizações, inclusive políticas. De leitura sem eruditismos, o ex-aluno de Peter Drucker esmiuça os balizamentos daquele que, segundo ele, foi “o maior pensador em gestão de nossa época”.
Tenho um ligeiro pressentimento que o senador Agripino Maia nunca compreenderia devidamente o Peter Drucker, quando ele proclamava que “o planejamento não é uma tentativa de predizer o que vai acontecer. O planejamento é um instrumento para raciocinar agora, sobre que trabalhos e ações serão necessários hoje, para merecermos um futuro. O produto final do planejamento não é a informação: é sempre o trabalho”. E por incompreender Drucker, o senador tentou intimidar a ministra Rousseff, economista com mestrado e doutorado em economia, militante em estratégias de impacto. E que participou, anos 1960, da ação que sequestrou o cofre do ex-governador Adhemar de Barros contendo a “módica” quantia de US$ 2,6 milhões de dólares. Iniciativa mais que ousada para os “direitosos” da época, que rendeu à ministra um encarceramento por três anos nos porões do regime militar.
Uma outra ponderação do Peter Drucker prende-se aos truísmos antigos que ainda são tidos e havidos como intocáveis pelos que não sabem fazer oposição no Brasil, imaginando ter “informações” consideradas verdadeiras bombas. Sem atentar para uma outra notável lição do Mestre Drucker: “O conhecimento era um bem privado, associado ao verbo saber. Agora, é um bem público ligado ao verbo fazer”. E o senador, meninão ainda, não soube fazer porque nada sabia sobre como debater. Ele desdenhou a participação da ministra Dilma na reestruturação do PTB, então sob o comando de Leonel Brizola, participando da fundação do Partido Democrático Brasileiro, após a perda do PTB para o grupo de Ivete Vargas. Somente em 1999, a ministra sai do PDT e ingressa no Partido dos Trabalhadores, após caminhada de múltiplas articulações, para senador potiguar algum botar defeito.
Se tivesse dinheiro pra jogar fora, enviaria ao senador Agripino Maia, o livro acima citado, feito pelo ex-militar estadunidense de alta patente. Que foi aluno do austríaco Peter Drucker, o maior guru de administração do século XX, nascido em 1909 e eternizado em 2005, autor de mais de vinte livros e que teve uma influência significativa nos destinos da administração mundial. Com idéias modernas, arrojadas e inovadoras, sem grosserias que denegrissem quem quer que fosse.
Diante da histórica resposta dada pela ministra Dilma Rousseff ao “bravateiro” senador Agripino Maia - "eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador" – a curiosidade aumenta nas rodas de bate-papo político: como reagiria o senador, submetido a uma sessão de tortura? Será que ele falaria somente a verdade, nada mais que a verdade?
(Publicado no Portal da Globo – Nordeste)

Nenhum comentário:
Postar um comentário