Recebi do exterior, em final de janeiro pelo correio, um muito bem escrito Cartão de Natal. A remetente, pessoa muito querida, também irmã de caminhada, é uma encantadora sessentona com tudo nos seus devidos lugares, há mais de vinte anos distanciada de um abraço meu, carinhosamente fraternal. Já avó de quatro adolescentes, dois gatos e duas princesas, ela jamais perdeu o jeito de ser nordestina, numa simplicidade rodeada de muita autenticidade, hoje a serviço, como leiga militante, de uma congregação na Espanha.
O cartão, com dizeres do genial Charles Chaplin, me rejuvenesceu, me fez regredir aos anos setenta, época braba, repleta de muita pancadaria e não menos resistência, quando ela, também docente universitária que nem eu, sentia a discriminação dos tacanhos por ensinar filosofia com os olhos voltados para a realidade brasileira.
Não tenho o direito de guardar o escrito de Charles Chaplin, logo ele que fez Tempos Modernos, Luzes da Ribalta e O Grande Ditador, sonoras bofetadas nos fuinhas autoritários do mundo. Com talento incomum, Chaplin, nos seus filmes, sabia como ninguém denunciar os egoísmos e os orgulhos bestas dos que jamais enxergarão os altos iluminados, sejam civis, militares e eclesiásticos.
O pensar do Chaplin vale para todos aqueles que nunca desprezaram seus ontens, facilitadores dos amanhãs mais sensatamente binoculizados a cada alvorecer. Ele faz reavivar pessoas amadas das mais variadas maneiras, em momentos tornados indeléveis do nosso caminhar terrestre.
O cartão, com dizeres do genial Charles Chaplin, me rejuvenesceu, me fez regredir aos anos setenta, época braba, repleta de muita pancadaria e não menos resistência, quando ela, também docente universitária que nem eu, sentia a discriminação dos tacanhos por ensinar filosofia com os olhos voltados para a realidade brasileira.
Não tenho o direito de guardar o escrito de Charles Chaplin, logo ele que fez Tempos Modernos, Luzes da Ribalta e O Grande Ditador, sonoras bofetadas nos fuinhas autoritários do mundo. Com talento incomum, Chaplin, nos seus filmes, sabia como ninguém denunciar os egoísmos e os orgulhos bestas dos que jamais enxergarão os altos iluminados, sejam civis, militares e eclesiásticos.
O pensar do Chaplin vale para todos aqueles que nunca desprezaram seus ontens, facilitadores dos amanhãs mais sensatamente binoculizados a cada alvorecer. Ele faz reavivar pessoas amadas das mais variadas maneiras, em momentos tornados indeléveis do nosso caminhar terrestre.
Eis o que Carlitos nos legou, para que cada um, no seu cantinho pessoal, possa também avivar bem intensamente seus mais diferenciados ontens: “Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, pois cada pessoa é única para nós e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha mas não se vai só, nem nos deixa só, leva um pouco de nós e deixa um pouco de si mesma. Essa é a mais bela responsabilidade de nossas vidas e a prova tremenda de que as almas não se aproximam por acaso."
Se eu pudesse, enviaria esta mensagem do Chaplin para o mundo inteiro. Para que todo mundo se ajudasse a enxergar melhor o seu próprio amanhã, encontrando efetiva resposta para uma questão que estonteia os mais responsáveis: “Como entender que uma parte do povo lute por se entender em meio à complexidade atual, enquanto a outra continua a lutar para sobreviver mais uma semana, ou mais um dia?”.
Junto com a mensagem do Chaplin, anexaria um cartão, da Melba e meu, com os seguintes dizeres: "A partir de hoje, “abra seus braços mente para as mudanças, mas não permita que elas atropelem os seus valores; ame profundamente, sem medo de se machucar; não permita que pequenos rancores machuquem grandes amizades; tenha um forte comprometimento e contínua paixão pelo seu trabalho; assimile algumas regras e quebre outras tantas; não seja dono da verdade, nem queira concentrar tudo em suas mãos. Tenha sempre uma visão realista do mundo e do seu próprio derredor”.
Busquemos discernir melhor entre o complexo e o confuso, a mesmice e o faz-de-conta, favorecendo uma convivialidade prazerosa, rejeitando sem esmorecimento a descidadanização predatória daqueles que se tornaram patologicamente contaminados por um conformismo alienatório, a desfavorecer as múltiplas mudanças que se fazem necessárias, em todos os campos de atuação do Ser Humano.
Se eu pudesse, enviaria esta mensagem do Chaplin para o mundo inteiro. Para que todo mundo se ajudasse a enxergar melhor o seu próprio amanhã, encontrando efetiva resposta para uma questão que estonteia os mais responsáveis: “Como entender que uma parte do povo lute por se entender em meio à complexidade atual, enquanto a outra continua a lutar para sobreviver mais uma semana, ou mais um dia?”.
Junto com a mensagem do Chaplin, anexaria um cartão, da Melba e meu, com os seguintes dizeres: "A partir de hoje, “abra seus braços mente para as mudanças, mas não permita que elas atropelem os seus valores; ame profundamente, sem medo de se machucar; não permita que pequenos rancores machuquem grandes amizades; tenha um forte comprometimento e contínua paixão pelo seu trabalho; assimile algumas regras e quebre outras tantas; não seja dono da verdade, nem queira concentrar tudo em suas mãos. Tenha sempre uma visão realista do mundo e do seu próprio derredor”.
Busquemos discernir melhor entre o complexo e o confuso, a mesmice e o faz-de-conta, favorecendo uma convivialidade prazerosa, rejeitando sem esmorecimento a descidadanização predatória daqueles que se tornaram patologicamente contaminados por um conformismo alienatório, a desfavorecer as múltiplas mudanças que se fazem necessárias, em todos os campos de atuação do Ser Humano.

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