Tempos atrás, numa reunião com alguns decisores, deparei-me com um cenário inusitado para os meus botões. Depois de ampla discussão, mais de quatro horas, na elaboração de um arrazoado a ser enviado para várias autoridades sobre violência e criminalidade, alguns explicitaram uma frouxidão de bom tamanho. E a borradeira comportamental tornou-se mais lamentável, diante das explicações fornecidas, todas elas revestidas de uma bambeza de fazer inveja às mentes mais atoleimadas do Nordeste, uma região que necessita com urgência fortalecer suas virilidades cívicas, econômicas, religiosas e sociais, para não ampliar mais o conceito de região de coitadinhos que os demais brasileiros de nós possuem. Tampouco de região de fuxicos múltiplos.
O pior aconteceu no dia seguinte. Bem cedo, os ouvidos dos signatários testemunharam mil e outras desculpas de nula categoria, alguns arrependimentos pela deserção e umas tardias dores de cotovelo, na intenção ingênua de reparar o frouxismo desempenhado.
Fui testemunha ocular das posturas diarréicas. E fiquei a matutar com meus teréns sobre as razões do comparecimento dos frouxêncios à reunião. Por que cargas d’água deitaram falação e fizeram colocações, se os seus interiores mentais não respondiam ao mínimo desejo de honrar o documento, dignificando as calças vestidas e o gênero no batistério declarado? Pensei mais: será que o espírito do Cabo Anselmo neles se tinha encasquetado, para ensejar um repasse relatorial do acontecido aos senhores do mando conjuntural? Será que alguns trocados por ventura recebidos por serviços de subserviência prestados não estariam inoculados no caráter desses posicionamentos pusilânimes, tal qual aqueles cometidos pelos puxa-sacos de plantão, que mal disfarçam a vontade indômita de lamber as mãos dos superiores, tenham eles as paranóias que tiverem? Ou será que a turbulência da pós-modernidade está a favorecer um amoralismo desvirilizatório, que deixa a cidadania de quatro e a paciência dos moralmente bem equilibrados zerada?
Outro dia, citei neste canto de página um teólogo contemporâneo, John Stott, anglicano mundialmente querido e aplaudido. Dele é a autoria de um livro reeditado recentemente, preciosidade de primeira grandeza. E é com base no Cristianismo Básico de Stott, que envio alguns procedimentos anti-frouxurais para os ananicados de carteirinha.
Segundo Stott, o palavrório piedoso é deplorável para quem busca assumir conscientemente seu papel. Inúmeras vezes, na vida, é preciso dar um passo adiante, mesmo correndo os riscos dos mais variados calibres. E a busca de uma postura mais condizente com a cidadania pessoal e a resistência denominacional exigem saber analisar com diligência; postar-se com humildade sem qualquer poltronaria, posto não estar dirigindo cavalos e mulas (Sl 32,9); colaborar com sinceridade, mente sempre aberta aos demais como parceria; obedecer às regras estabelecidas previamente, sem se deixar envolver pelos oportunismos baratos, nem pelos catecismos da infância, por mais atropelada que ela tenha sido.
Bom seria que os amarelados da reunião percebessem o pensamento do apóstolo Paulo de Tarso, quando ele chicoteia “os homens que com as suas maldades suprimem a verdade” (Rm 1,18).
John Stott diz ainda que “o medo é o maior inimigo da verdade”. E eu diria que a atrofia daquilo é, talvez, a maior epidemia do século XXI, ratificando o que a minha querida mãe Maria Luisa dizia quando o Zé e eu ainda éramos adolescentes: quem muito se abaixa o bernardino aparece. Uma lição inesquecível para nós, à época engatinhantes na Vida, filhos de pais remediados, mas que nunca se deixaram levar pelas sereias da frouxura, da pusilanimidade e da fuxicosidade, como se salário e posição social fossem as coisas mais importantes do mundo, depois de lavadas as mãos da sujeira imunda da covardia abjeta.
O pior aconteceu no dia seguinte. Bem cedo, os ouvidos dos signatários testemunharam mil e outras desculpas de nula categoria, alguns arrependimentos pela deserção e umas tardias dores de cotovelo, na intenção ingênua de reparar o frouxismo desempenhado.
Fui testemunha ocular das posturas diarréicas. E fiquei a matutar com meus teréns sobre as razões do comparecimento dos frouxêncios à reunião. Por que cargas d’água deitaram falação e fizeram colocações, se os seus interiores mentais não respondiam ao mínimo desejo de honrar o documento, dignificando as calças vestidas e o gênero no batistério declarado? Pensei mais: será que o espírito do Cabo Anselmo neles se tinha encasquetado, para ensejar um repasse relatorial do acontecido aos senhores do mando conjuntural? Será que alguns trocados por ventura recebidos por serviços de subserviência prestados não estariam inoculados no caráter desses posicionamentos pusilânimes, tal qual aqueles cometidos pelos puxa-sacos de plantão, que mal disfarçam a vontade indômita de lamber as mãos dos superiores, tenham eles as paranóias que tiverem? Ou será que a turbulência da pós-modernidade está a favorecer um amoralismo desvirilizatório, que deixa a cidadania de quatro e a paciência dos moralmente bem equilibrados zerada?
Outro dia, citei neste canto de página um teólogo contemporâneo, John Stott, anglicano mundialmente querido e aplaudido. Dele é a autoria de um livro reeditado recentemente, preciosidade de primeira grandeza. E é com base no Cristianismo Básico de Stott, que envio alguns procedimentos anti-frouxurais para os ananicados de carteirinha.
Segundo Stott, o palavrório piedoso é deplorável para quem busca assumir conscientemente seu papel. Inúmeras vezes, na vida, é preciso dar um passo adiante, mesmo correndo os riscos dos mais variados calibres. E a busca de uma postura mais condizente com a cidadania pessoal e a resistência denominacional exigem saber analisar com diligência; postar-se com humildade sem qualquer poltronaria, posto não estar dirigindo cavalos e mulas (Sl 32,9); colaborar com sinceridade, mente sempre aberta aos demais como parceria; obedecer às regras estabelecidas previamente, sem se deixar envolver pelos oportunismos baratos, nem pelos catecismos da infância, por mais atropelada que ela tenha sido.
Bom seria que os amarelados da reunião percebessem o pensamento do apóstolo Paulo de Tarso, quando ele chicoteia “os homens que com as suas maldades suprimem a verdade” (Rm 1,18).
John Stott diz ainda que “o medo é o maior inimigo da verdade”. E eu diria que a atrofia daquilo é, talvez, a maior epidemia do século XXI, ratificando o que a minha querida mãe Maria Luisa dizia quando o Zé e eu ainda éramos adolescentes: quem muito se abaixa o bernardino aparece. Uma lição inesquecível para nós, à época engatinhantes na Vida, filhos de pais remediados, mas que nunca se deixaram levar pelas sereias da frouxura, da pusilanimidade e da fuxicosidade, como se salário e posição social fossem as coisas mais importantes do mundo, depois de lavadas as mãos da sujeira imunda da covardia abjeta.

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