Numa cafeteria do Recife de muito boa clientela, outro dia captei um papo de duas socialites, o assunto girando sobre a fotografia tirada em Londres por uma pernambucana sendo devidamente amolegada no seio direito pelo sabidamente meio-embriagado príncipe inglês William, segundo da lista de sucessão do trono. Reproduzo o papo entre a conversa das duas madames, preservando a identidade delas da melhor maneira possível:
- Achei o maior barato, o destaque da mídia pernambucana, diante daquela foto incrível, onde o príncipe William, fingindo-se pra lá de Marrakesh, amassa um dos seios da Naná, irmã da Lulu e da Didi, lembra-se dela?
- Lembro-me, sim. Ela até escreveu, dias atrás, um e-mail para minha filha mais velha, dizendo que estava freqüentando cada ambiente nobre de fazer inveja, com gente de muita grana e influência. A fotografia comprova a granfinagem do ambiente. Minha dúvida é se ela teria concordado com o amasso.
- Claro que concordou, darling. Um bom amasso nada tem de relâmpago. Afinal de contas, quem é que não se sentiria prestigiado com a mão boba de um príncipe a massagear o peito de quem, ainda muito jovem, necessita mostrar seus “talentos” para o mundo inteiro. Capaz dela sair na próxima Playboy.
- Com certeza, amiga, a amolegada dada pelo príncipe deverá integrar o Currículum Vitae da pernambucana, pois não é todo santo dia que um seio nordestino se vê principescamente amassado, valorizando nossa gente e o nosso turismo. Já imaginou o marketing: Conheça a Inglaterra e consiga uma amolegadinha legal de um príncipe empilecado. Ou: Com os novos soutiens sulanca, seus peitos ficarão bem mais sedutores diante das mãos dos herdeiros britânicos”. Ou ainda: “Estudar inglês é ter uma oportunidade de dizer ‘oh, my God’, diante de uma amassadinha de príncipe herdeiro”. Ou: “Ganhe duas mil libras, sendo fotografada num amasso de peito!!”
- Pena que a minha filha não tenha ainda os seios desenvolvidos, apesar dos seus vinte anos. Mas já bolei a solução: através de um bocado de silicone, deixarei eles em ponto de bala, pra mão nenhuma de príncipe perder a oportunidade. Afinal de contas, não deve ser todo dia que um príncipe embriagado mete a mão nos peitos de alguém.
- Será que Pernambuco vai usar a fotografia da amolegação no trade turístico? Imagine o cartaz: Pernambuco, lugar de peitos de verdade, não necessitando de qualquer enchimento. Venha e comprove a autenticidade deles.
Parabenizo a Naná pelo “V” de vitória explicitado na fotografia. Parecia querer dizer: vale duas mil libras!!! Segundo ela mesma disse, “o príncipe sabia muito bem onde estava com a mão”.
Envio minhas congratulações ainda para a mãe da Naná. Segundo ela, ele não apalpou o seio dela, apenas segurou mais em cima. Príncipe não apalpa, príncipe apenas ampara. Ela também garante que a Naná não é prostituta, no que está absolutamente correta, posto que a foto é estática, não possuindo aquele vai-e-vem que bem caracteriza outras circunstâncias.
Dizer que a Naná não tem faro comercial é outra bobagem monumental. Ela tem e muito. Soube vender a foto, arranjou um emprego num hotel, as funções ainda não devidamente explicitadas.
Creio que a Naná deve aproveitar os nove meses que o “visto” lhe concedeu. Para aprender a usar o “V” com mais assiduidade. Aprimorar-se na língua do príncipe, demonstrar que será profissionalmente competente nas Relações Internacionais, ainda que esteja nos primeiros passos, passos que nada rima com amassos.
Desejo para a Naná um futuro de muitos amassos. Quem sabe, ao regressar, ela não abra um MBA (muito bem amassados) sobre como ganhar dinheiro com fotografias.
Ao príncipe herdeiro, embriagado na foto, ainda que com bom troféu na mão, os votos de um futuro sóbrio numa realeza que de longa data principia a ser decadente, embora tenha muitas doses pela frente.
Pela conversa das madames, ambas também estavam ansiosas por um amasso de príncipe herdeiro.
- Achei o maior barato, o destaque da mídia pernambucana, diante daquela foto incrível, onde o príncipe William, fingindo-se pra lá de Marrakesh, amassa um dos seios da Naná, irmã da Lulu e da Didi, lembra-se dela?
- Lembro-me, sim. Ela até escreveu, dias atrás, um e-mail para minha filha mais velha, dizendo que estava freqüentando cada ambiente nobre de fazer inveja, com gente de muita grana e influência. A fotografia comprova a granfinagem do ambiente. Minha dúvida é se ela teria concordado com o amasso.
- Claro que concordou, darling. Um bom amasso nada tem de relâmpago. Afinal de contas, quem é que não se sentiria prestigiado com a mão boba de um príncipe a massagear o peito de quem, ainda muito jovem, necessita mostrar seus “talentos” para o mundo inteiro. Capaz dela sair na próxima Playboy.
- Com certeza, amiga, a amolegada dada pelo príncipe deverá integrar o Currículum Vitae da pernambucana, pois não é todo santo dia que um seio nordestino se vê principescamente amassado, valorizando nossa gente e o nosso turismo. Já imaginou o marketing: Conheça a Inglaterra e consiga uma amolegadinha legal de um príncipe empilecado. Ou: Com os novos soutiens sulanca, seus peitos ficarão bem mais sedutores diante das mãos dos herdeiros britânicos”. Ou ainda: “Estudar inglês é ter uma oportunidade de dizer ‘oh, my God’, diante de uma amassadinha de príncipe herdeiro”. Ou: “Ganhe duas mil libras, sendo fotografada num amasso de peito!!”
- Pena que a minha filha não tenha ainda os seios desenvolvidos, apesar dos seus vinte anos. Mas já bolei a solução: através de um bocado de silicone, deixarei eles em ponto de bala, pra mão nenhuma de príncipe perder a oportunidade. Afinal de contas, não deve ser todo dia que um príncipe embriagado mete a mão nos peitos de alguém.
- Será que Pernambuco vai usar a fotografia da amolegação no trade turístico? Imagine o cartaz: Pernambuco, lugar de peitos de verdade, não necessitando de qualquer enchimento. Venha e comprove a autenticidade deles.
Parabenizo a Naná pelo “V” de vitória explicitado na fotografia. Parecia querer dizer: vale duas mil libras!!! Segundo ela mesma disse, “o príncipe sabia muito bem onde estava com a mão”.
Envio minhas congratulações ainda para a mãe da Naná. Segundo ela, ele não apalpou o seio dela, apenas segurou mais em cima. Príncipe não apalpa, príncipe apenas ampara. Ela também garante que a Naná não é prostituta, no que está absolutamente correta, posto que a foto é estática, não possuindo aquele vai-e-vem que bem caracteriza outras circunstâncias.
Dizer que a Naná não tem faro comercial é outra bobagem monumental. Ela tem e muito. Soube vender a foto, arranjou um emprego num hotel, as funções ainda não devidamente explicitadas.
Creio que a Naná deve aproveitar os nove meses que o “visto” lhe concedeu. Para aprender a usar o “V” com mais assiduidade. Aprimorar-se na língua do príncipe, demonstrar que será profissionalmente competente nas Relações Internacionais, ainda que esteja nos primeiros passos, passos que nada rima com amassos.
Desejo para a Naná um futuro de muitos amassos. Quem sabe, ao regressar, ela não abra um MBA (muito bem amassados) sobre como ganhar dinheiro com fotografias.
Ao príncipe herdeiro, embriagado na foto, ainda que com bom troféu na mão, os votos de um futuro sóbrio numa realeza que de longa data principia a ser decadente, embora tenha muitas doses pela frente.
Pela conversa das madames, ambas também estavam ansiosas por um amasso de príncipe herdeiro.

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